Obrigações Commerzbank: Crise política mostrou "determinação" de Costa com as contas certas

Commerzbank: Crise política mostrou "determinação" de Costa com as contas certas

Os analistas do banco alemão consideram que, durante a crise política à volta dos professores, o primeiro-ministro mostrou "determinação" na ideia de que a política orçamental tem de ser "prudente".
Commerzbank: Crise política mostrou "determinação" de Costa com as contas certas
lUSA
Tiago Varzim 08 de maio de 2019 às 10:28
O Commerzbank considera que o caso da crise política que envolve mais despesa com professores fez sobressair uma prioridade de António Costa: a "determinação" com que mantém a trajetória orçamental "prudente". Numa relatório diário em que fala do leilão de obrigações desta quarta-feira, 8 de maio, o banco alemão prevê que a emissão do IGCP seja bem sucedida uma vez que os juros continuam a negociar em mínimos históricos.

"Todas as 'yields' das obrigações acabam de atingir níveis baixos recorde", destaca o Commerzbank na análise divulgada hoje. 

Mas os analistas são claros a mostrar a sua preferência pela dívida portuguesa: "Vemos mais valor em Portugal", assinalam, referindo que tanto Portugal como a Alemanha vão ao mercado num dia em que a "yield" dos dois países está em mínimos históricos. Também a Irlanda volta ao mercado para uma linha a 30 anos numa emissão sindicada. 

No caso de Portugal, o banco alemão não escapou ao tema que dominou a atualidade nos últimos dias. O Commerzbank escreve que a disputa dos partidos sobre a recuperação do tempo de carreira congelado para os professores "não levou a concessão notórias". Para os analistas a crise política "sublinhou a determinação do primeiro-ministro Costa, que ainda está a liderar as sondagens, de manter uma trajetória orçamental prudente".

Na sexta-feira, a ameaça de demissão de António Costa, que se recusava a continuar a governar caso fosse aprovada a recuperação integral do tempo "perdido", não teve impacto no mercado secundário. Esta semana os juros portugueses a dez anos voltaram a bater mínimos históricos, negociando agora abaixo dos 1,1% pela primeira vez. 

Os analistas consultados pelo Negócios corroboram a ideia de que a crise política passou ao lado dos mercados. "Houve um impacto muito limitado nos mercados, o que mostra a confiança que os mercados têm no Governo socialista", refere Jens Peter Sørensen, analista-chefe do Danske Bank. Para Filipe Garcia, economista da Informação de Mercados Financeiros, "o mercado não pareceu muito impressionado com a 'crise política'".



pub

Marketing Automation certified by E-GOI