Obrigações Commerzbank: Portugal fará primeira emissão sindicada do ano na próxima semana

Commerzbank: Portugal fará primeira emissão sindicada do ano na próxima semana

Portugal prevê obter 18 mil milhões em obrigações. O banco de investimento alemão acredita que o IGCP procurará financiar-se num valor superior em 2016, podendo mais do que duplicar o reembolso previsto ao FMI se as condições de mercado o permitirem.
Commerzbank: Portugal fará primeira emissão sindicada do ano na próxima semana
Miguel Baltazar/Negócios
Paulo Moutinho 12 de janeiro de 2016 às 10:35

Portugal poderá dar os primeiros passos nos mercados de dívida já na próxima semana. A projecção é feita pelo Commerzbank que acredita numa emissão sindicada com títulos a 10 anos, operação que marcará o arranque do programa de financiamento do IGCP. A meta de 18 mil milhões de euros de emissões revelada por Cristina Casalinho deverá, no entanto, ser superada. O banco de investimento alemão prevê que o país possa financiar-se em 21 mil milhões de euros ao longo de 2016.

"Continuamos a prever uma nova emissão sindicada a 10 anos na próxima semana", diz David Schnautz, estratego do mercado de dívida do Commerzbank, numa nota enviada aos investidores. Não é, no entanto, apontado qualquer valor para esta operação que marcará o arranque do programa de financiamento da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) que prevê a obtenção de um total de 18 mil milhões de euros através de dívida de longo prazo.


A emissão bruta de "18,2 mil milhões de euros de obrigações em 2016 está muito próxima da nossa ‘antiga’ previsão de 18 mil milhões", refere o especialista. "A obtenção de financiamento através de obrigações para substituir os ‘caros’ 10 mil milhões do empréstimo do FMI cai para apenas 3,3 mil milhões. Em vez disso, esse dinheiro será necessário para um défice superior em dois mil milhões e um aumento para 4,8 mil milhões de euros na rubrica de ‘outras aquisições líquidas de activos financeiros’", refere.


"Considerando os detalhes [da apresentação feita aos investidores pelo IGCP], revemos em alta a nossa estimativa para 21 mil milhões de euros", nota o banco de investimento que considera que a "qualidade" das necessidades de financiamento do país "deteriorou-se de forma expressiva". Esta previsão assenta no facto de o Commerzbank acreditar que "o IGCP poderá mais do que duplicar o reembolso antecipado ao FMI caso as condições do mercado o permitam". Ou seja, em vez de 3,3, pode reembolsar 6,6 mil milhões.




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