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DBRS corta rating do Reino Unido mas eleva perspetiva para estável

A agência de notação financeira reduziu a classificação soberana britânica do primeiro para o segundo nível máximo dos ratings. O "outlook" passou de negativo para estável.

4.º Reino Unido (63,9)
SUZANNE PLUNKETT
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 13 de Novembro de 2020 às 22:13
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A DBRS Morningstar retirou o rating máximo (triplo A) que atribuía à dívida soberana de longo prazo do Reino Unido, descendo-o em um nível para AA (alto).

 

Em contrapartida, melhorou o"outlook" (perspetiva para a evolução da qualidade da dívida), que passou de negativo para estável.

 

A justificar o corte da notação está o facto de a agência canadiana considerar que "a covid-19 vai impactar materialmente a economia e as finanças do setor público do Reino Unido, no contexto de uma economia que está já em desaceleração e de políticas orçamentais expansionistas relacionadas com o Brexit", diz o relatório da DBRS a que o Negócios teve acesso.

 

"Embora o Reino Unido seja uma economia altamente flexível, a perturbação provocada pela saída da União Europeia irá abrandar o ritmo da retoma em comparação com outros países e irá atrasar o reequilíbrio orçamental", acrescenta.

 

Segundo as estimativas da Comissão Europeia, o rácio da dívida pública britânica face ao PIB deverá aumentar de 85,4% em 2019 para 104,4% no final deste ano, 111% no fim de 2021 e 113,7% quando terminar o ano de 2022. Há um ano, num relatório onde a DBRS se pronunciou o Reino Unido, a agência previa que este ano a proporção da dívida pública no PIB diminuísse.

 

Já no que diz respeito à perspetiva para a evolução da qualidade da dívida do Reino Unido, que a DBRS coloca agora como ‘estável’, a agência diz que esta melhoria reflete o facto de o país dispor de uma forte capacidade de resiliência, apesar de o atual clima económico adverso e de uma provável contração de 10% do PIB este ano [segundo as mais recentes projeções da Comissão Europeia].

 

Essa resiliência deve-se aos benefícios – que ajudam a amortecer os choques – decorrentes do facto de o Reino Unido ser independente em termos de política monetária e da sua taxa de câmbio flexível.

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