Obrigações DBRS afunda juros da dívida de Portugal

DBRS afunda juros da dívida de Portugal

As taxas de juro da dívida portuguesa estão em forte queda, contrariando as subidas na periferia. Uma tendência justificada pela manutenção do "rating" pela DBRS, dizem os analistas, mas também pela sugestão de Passos Coelho para possibilitar eleições antecipadas antes de Abril.
DBRS afunda juros da dívida de Portugal
Miguel Baltazar/Negócios
André Tanque Jesus 16 de novembro de 2015 às 09:32

Contrariando a tendência registada na Zona Euro, os juros da dívida soberana portuguesa estão em forte queda esta segunda-feira, 16 de Novembro. A taxa a 10 anos já chegou a afundar um máximo de 9,6 pontos base, com o prémio de risco a beneficiar. Um desempenho positivo depois de, na sexta-feira, a DBRS ter mantido o "rating" para Portugal.

A taxa de juro das obrigações portuguesas a 10 anos está a cair 7,0 pontos base para 2,686%. E a "yield" nacional já chegou a negociar nos 2,660%, o valor mais baixo desde 6 de Novembro. Um desempenho que ultrapassa a queda de 0,9 pontos para 0,550% da taxa a 10 anos da Alemanha, o que está a levar o "spread" de Portugal a recuar de 119,7 pontos para 114,0 pontos.

Recuperação é mesmo a tendência entre as diversas maturidades da dívida portuguesa, que recuam em uníssono esta segunda-feira. Destacam-se, assim, dos desempenho de Espanha e Itália, cujas "yields" da dívida a 10 anos sobem, respectivamente, 0,7 pontos para 1,795% e 0,4 pontos para 1,586%.

"O mercado está a descontar a decisão da DBRS na sexta-feira de manter o 'rating' de Portugal em 'BBB (baixo)', bem como a perspectiva 'estável'", escreve a equipa de estratégia de dívida do Rabobank, numa nota divulgada esta segunda-feira.

Os responsáveis do banco holandês relembram a importância da DBRS, uma vez que "é a única agência de notação a atribuir a Portugal uma classificação de investimento", importante para as compras do BCE. Por isso, apontam, "a ameaça de Portugal perder a elegibilidade nas compras de activos será agora afastada dos radares dos mercados".

Numa nota escrita antes da abertura do mercado, também o Commerzbank apontava que "a pressão sobre as obrigações portuguesas deveria abrandar". Uma expectativa justificada pela confirmação do "rating" pela DBRS, mas também pela sugestão de Pedro Passos Coelho sobre "a revisão constitucional, de modo a permitir eleições antecipadas antes de Abril". 




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