Obrigações DBRS baixa juros da dívida portuguesa apesar de alerta da Moody’s

DBRS baixa juros da dívida portuguesa apesar de alerta da Moody’s

Os juros da dívida portuguesa aliviaram em todos os prazos, contrariando a tendência da periferia do euro. Isto depois de a DBRS ter mantido a classificação para Portugal e apesar de a Moody's ter alertado que o programa da esquerda pode penalizar o "rating" do país.
DBRS baixa juros da dívida portuguesa apesar de alerta da Moody’s
Negócios 16 de novembro de 2015 às 17:20

Os juros da dívida portuguesa desceram esta segunda-feira, 16 de Novembro, depois de a DBRS ter mantido o "rating" para Portugal na passada sexta-feira.

A "yield" associada à dívida a dois anos caiu 6,0 pontos base para 0,159%, enquanto os juros das obrigações a dez anos aliviaram 7,7 pontos base para 2,678%. Contudo, a "yield" chegou a negociar em 2,660%, o valor mais baixo desde 6 de Novembro.

Como a queda das "yields" na Alemanha foi menos acentuada do que em Portugal – os juros associados às obrigações germânicas a dez anos desceram 2,8 pontos base para 0,530% - a percepção de risco de Portugal também desceu. Quer isto dizer que o prémio de risco que os investidores exigem para comprar dívida portuguesa em detrimento da alemã (o chamado "spread") está mais baixo, recuando para 212,9 pontos.  

Os analistas acreditam que este desempenho está relacionado com o facto de a DBRS ter mantido o "rating" para Portugal, já que esta "é a única agência de notação a atribuir a Portugal uma classificação de investimento", importante para as compras do BCE, explicam os responsáveis do Rabobank.

"O mercado está a descontar a decisão da DBRS na sexta-feira de manter o 'rating' de Portugal em 'BBB (baixo)', bem como a perspectiva 'estável'", escreve a equipa de estratégia de dívida do banco holandês, numa nota divulgada esta segunda-feira.

A agência Moody’s, por seu turno, avisou esta segunda-feira, que as várias medidas orçamentais, acordadas entre os partidos de esquerda serão negativas para o "rating" de Portugal.

"Com a saída do Governo de centro-direita, uma maior consolidação orçamental e mais reformas estruturais significativas são improváveis, o que é negativo para a notação financeira do país", diz a agência de notação financeira.

Portugal contrariou a tendência dos restantes países da periferia do euro, onde os juros registaram aumentos ligeiros. A "yield" associada às obrigações espanholas a dez anos subiram 0,8 pontos base para 1,796%, enquanto em Itália, na mesma maturidade, o agravamento foi de 0,5 pontos para 1,569%. 




pub

Marketing Automation certified by E-GOI