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DBRS: O mais positivo? “Redução do défice”. O mais negativo? “Ausência de reformas”

Nichola James, uma das responsáveis pela análise de “ratings” soberanos da DBRS, refere que a mensagem principal transmitida pelo Governo foi a dos esforços para reduzir o défice.

Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 21 de Outubro de 2016 às 20:22
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Dos seis grandes factores avaliados pelas DBRS no processo de avaliação do "rating", o que foi encarado de forma mais positiva para Portugal foi a redução do défice. Já a falta de reformas estruturais é o elemento em que a análise sobre Portugal é mais negativa, segundo declarações de Nichola James, co-responsável pela análise de "ratings" soberanos da DBRS, ao Negócios.

"O mais positivo é a redução do défice orçamental. O processo de consolidação orçamental foi o mais importante", destacando que o défice deste ano poderá ficar acima de 3%. Já as reformas estruturais são, na óptica da DBRS, o calcanhar de Aquiles do "rating" de Portugal.

"Penso que o mais negativo é a ausência de reformas estruturais", refere a responsável da agência canadiana. E detalha: "Idealmente seria positivo ver reformas e estabilidade no regime fiscal para apoiar o investimento de empresas e o crescimento. Seria também benéfico observar mais reformas no sistema judicial".

A mensagem do Governo e o Orçamento para 2017

Antes da decisão sobre o "rating" de Portugal, os analistas da DBRS estiveram em Lisboa em reuniões com membros do Governo. "A mensagem central transmitida pelo governo foi dos esforços que iriam ser feitos para reduzir o défice e assegurar estabilidade", revela Nichola James.

Acrescenta que um dos muitos elementos de avaliação consistiu também na análise do Orçamento para 2017. "Foi positivo do ponto de vista do crédito ver uma descida do défice orçamental", refere. O governo prevê um défice de 1,6% no próximo ano. No entanto, realça que "seria positivo ver medidas permanentes do lado da despesa".

Outro dos principais factores analisados pela DBRS foi a evolução do rácio da dívida sobre o PIB. A responsável da agência realça que esse dado este ano "desapontou", apesar de se poder situar abaixo de 130%. E sublinha que para o próximo ano, o rácio pode descer novamente.

O sector financeiro e a medida positiva na CGD

O estado do sector financeiro português foi outro dos assuntos na agenda das reuniões entre o Governo e a DBRS. "Foram destacadas medidas relacionadas com o sistema financeiro. E penso que desde a última avaliação algumas das medidas tomadas nesse sentido foram positivas para o "rating’".

Destaca o acordo entre o governo e Bruxelas para a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e também a manutenção das contribuições da banca para o Fundo de Resolução que "podem aliviar o fardo de potenciais perdas com a venda do Novo Banco". 

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