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Estado prevê poupar 450 milhões em juros da dívida pública

Os custos de financiamento deverão continuar a reduzir-se, apesar do aumento do ritmo de emissões fruto da resposta à pandemia.

Lusa
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 12 de Outubro de 2020 às 23:38
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Os custos de financiamento do Estado deverão continuar a baixar, fruto da descida das taxas de juro no mercado e das operações de troca de emissões de dívida com juros mais elevados. Segundo as estimativas do Governo inscritas na sua proposta para o Orçamento do Estado de 2021, os juros suportados com dívida pública deverão encolher 450 milhões.

 

O Estado deverá suportar uma fatura de 7.015 milhões de euros com juros e outros encargos associados à dívida pública, enquanto no próximo ano esse valor a pagar desce para 6.562 milhões de euros, o que representa uma poupança de 453 milhões de euros para os cofres do Estado.

 

"Os juros que continuam a diminuir face ao ano anterior (-5,7%), decorrente da estabilidade das taxas de juro no mercado secundário, permitindo que, embora com um stock de dívida superior, o ‘rollover’ da dívida revele poupanças nos juros a pagar", aposta a proposta de Orçamento do Estado para 2021, entregue esta segunda-feira na Assembleia da República pelo ministro das Finanças, João Leão.

 

Os custos de financiamento de Portugal têm mantido uma trajetória descendente nos últimos anos, suportada pela descida das taxas implícitas das obrigações portuguesas no mercado secundário, que não foi invertida em 2020, mesmo em tempos de pandemia.

 

"Entre março e maio de 2020 assistiu-se ao aumento dos juros em todas as maturidades e em todos os países (com menor intensidade na Alemanha, que continuou a ser o país cuja dívida pública serviu de refúgio), muito devido à deflagração da pandemia de COVID-19 na Europa. Contudo, a ação do BCE, nomeadamente através do programa de compras de emergência pandémica (PEPP), com um envelope total de 1.350 mil milhões de euros, ajudou a estabilizar e a diminuir os spreads face à Alemanha exigidos, diminuindo os custos das emissões de dívida soberana", refere o documento.

 

A presidente do IGCP, Cristina Casalinho, adiantou recentemente no Parlamento que espera que os custos de financiamento do país continuem a descer, suportados pelas emissões de dívida com condições muito mais favoráveis que as registadas há uns anos.

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