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Fatura de 13 biliões de dólares de dívida prestes a vencer pesa nas grandes economias

As necessidades de refinanciamento são maiores nos EUA, com 7,7 biliões de dólares em dívidas a vencer.

Bloomberg 10 de Janeiro de 2021 às 14:30
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As maiores economias mundiais, com níveis recordes de endividamento, estão prestes a enfrentar um legado indesejável da crise financeira: o reembolso de 13 biliões de dólares em dívida.

 

Os países do G7 e os principais mercados emergentes têm pela frente os mais pesados vencimentos de obrigações em pelo menos uma década. Muita dessa dívida que está a chegar à maturidade são empréstimos que foram obtidos para retirarem as suas economias da pior recessão desde a Grande Depressão.

 

De acordo com os dados compilados pela Bloomberg, esses governos poderão ter de fazer um rollover de dívida 51% superior ao de 2020.

 

A boa notícia é que contam com o apoio dos bancos centrais e investidores. As autoridades monetárias que enfrentam os desafios económicos da pandemia deverão manter as políticas acomodatícias e os juros baixos. As obrigações continuam a ser vistas como valores-refúgio perante o impacto do coronavírus na saúde e nas economias.

 

"A percentagem de dívida pública explodiu, mas acredito que as preocupações de curto prazo com o aumento da dívida são infrutíferas", comenta Gregory Perdon, co-diretor de investimento da Arbuthnot Latham. "A dívida é uma alavanca e, presumindo que não haja abusos, é uma das melhores ferramentas para aumentar a riqueza".

 

As necessidades de refinanciamento são maiores nos EUA, com 7,7 biliões de dólares em dívidas a vencer, seguidos pelo Japão, com 2,9 biliões de dólares, de acordo com dados da Bloomberg. Já a conta da China subiu para 577 mil milhões de dólares, contra 345 mil milhões no ano passado.

 

Na Europa, Itália tem a fatura mais pesada, de 433 mil milhões de dólares, seguida de França, com 348 mil milhões. A Alemanha tem 325 mil milhões de dólares em dívidas a vencer, contra 201 mil milhões no ano passado. Nem todos esses vencimentos serão necessariamente estendidos com novas emissões de dívida (os rollovers).

 

Ainda assim, continua a caber aos bancos centrais a responsabilidade de manter os juros baixos para promoverem a recuperação económica global. A Reserva Federal norte-americana deverá comprar quase metade dos 2 biliões de dólares de oferta líquida de dívida que, segundo a TD Securities, será emitida pelo governo dos EUA neste ano.

 

Na Europa, o resultado da compra de dívida pelo banco central ajudará a criar um défice da oferta de 133 mil milhões de euros, de acordo com a Jefferies International.

 

"A realidade prática é que os níveis de dívida e os juros estão atrelados, porque a maior parte do mundo desenvolvido não pode pagar taxas de juros mais altas", considera Steven Major, responsável global pelo departamento de análise do mercado obrigacionista do HSBC.

 

 

(Artigo original: A $13 Trillion Debt Bill Comes Due for Big Economies)

 

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