Bolsa Fecho dos mercados: Petróleo sobe e desce ao sabor de Trump e da OPEP

Fecho dos mercados: Petróleo sobe e desce ao sabor de Trump e da OPEP

O petróleo segue a negociar numa sessão bastante volátil, com os tweets de Trump a pressionarem o ouro negro e os cortes de produção da OPEP a puxarem os preços para o lado positivo. Nas bolsas, o dia foi morno, generalizadamente em alta mas sem oscilações expressivas.
Fecho dos mercados: Petróleo sobe e desce ao sabor de Trump e da OPEP
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 somou 0,11% para 5.527,86 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,03% para 381,84 pontos

S&P 500 perde 0,69% para 2.674,51 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recuou 0,1 pontos base para 1,655%

Euro desvaloriza 0,49% para 1,2285 dólares

Petróleo desce 0,64% para 73,31 dólares por barril em Londres

 

Telecomunicações puxam pela Europa. PSI-20 acompanha

Na Europa, o principal agregador, o Stoxx 600, fechou ligeiramente acima da linha de água, com ganhos de apenas 0,01% para os 381,9 pontos. Entre as praças europeias que mais contribuíram para os resultados positivos estão as bolsas do Reino Unido e a França, que valorizam 0,50% e 0,39%, respectivamente. A contrastar, a bolsa grega, que cai 0,46%. O sector que mais se destacou foi o das telecomunicações, que valorizou 1,10%, devido aos resultados positivos da Ericsson. Numa nota mais negativa, o sector automóvel, que cai 0,48%.

Lisboa terminou a semana com o principal índice, o PSI-20, a subir 0,11% para os 5.527,86, sustentado sobretudo pela Pharol e Altri.

 

Juros descem na Europa

As taxas de juro recuaram na generalidade dos países europeus na sessão desta sexta-feira. Por cá, as "yields" das obrigações 10 anos [que é o vencimento de referência] cederam 0,1 pontos base para 1,655%.

Já a taxa de juro implícita na dívida a 10 anos de Espanha desceu 0,2 pontos base para 1,282%, ao passo que a taxa das bunds alemãs a 10 anos perdeu 1 ponto base para 0,590%. Em Itália, os juros de referência desvalorizaram 0,3 pontos base para 1,778%.

 

Euribor mantêm-se a 3 e 12 meses e caem a 6 e 9 meses

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, voltou a fixar-se em -0,328%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%. Já a taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro de 2015, desceu 0,001 pontos para -0,271%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,279%, registado pela primeira vez a 31 de Janeiro.    

A nove meses, a Euribor cedeu 0,001 pontos para -0,220%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,224%, registado pela primeira vez a 27 de Outubro do ano passado. No prazo a 12 meses, a taxa Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez a 5 de Fevereiro de 2015, permaneceu em -0,189%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,194%, verificado pela primeira vez a 18 de Dezembro passado.

 

Dólar ganha terreno ao euro

O índice da Bloomberg para o dólar, que mede o comportamento da moeda norte-americana face a um cabaz com as principais divisas mundiais, está em máximos de um mês, animado pela subida dos juros da dívida norte-americana.

O euro é uma das moedas que segue então a ceder terreno face à divisa norte-americana, com uma desvalorização de 0,49% para 1,2285 dólares, numa altura em que os analistas não esperam grandes novidades da reunião de 26 de Abril do BCE.

 

Petróleo cai com críticas de Trump

As cotações do crude inverteram para terreno negativo e seguem a cair nos principais mercados internacionais, pressionadas pelo facto de o presidente norte-americano ter criticado o valor da matéria-prima. Donald Trump escreveu na sua conta pessoal do Twitter que o preço do petróleo está "artificialmente elevadíssimo", em reacção às indicações da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e dos seus aliados, como a Rússia, favoráveis a uma extensão do actual acordo de corte de produção.

No mercado nova-iorquino, o crude de referência West Texas Intermediate segue a ceder 0,67% para 67,83 dólares por barril, e em Londres o Brent do Mar do Norte – que serve de referência às importações portuguesas – está a negociar nos 73,31 dólares com um recuo de 0,64%.

De qualquer das formas, as cotações já estiveram a descer mais, numa sessão que está a revelar-se muito volátil.

 

Alumínio e ouro corrigem dos ganhos recentes

O ouro segue a perder terreno, a caminho da primeira descida semanal em três, devido ao alívio das tensões políticas entre os Estados Unidos e a Rússia [o que faz com que não seja tão procurado como valor-refúgio], a par com a valorização do dólar – que torna menos atractivos os activos denominados nesta moeda, como é o caso da maioria das matérias-primas. O contrato de Junho do metal amarelo segue a perder 0,70% no mercado nova-iorquino, para 1.338,90 dólares por onça.

Também o alumínio está hoje a corrigir, depois das fortes subidas das últimas duas semanas à conta das sanções dos EUA a empresas e oligarcas russos – o que atingiu fortemente a russa Rusal, uma das maiores produtoras deste metal industrial. O alumínio segue, que disparou 23% desde inícios de Abril, segue a ceder 1% para 2.461 dólares por tonelada em Londres.




pub

Marketing Automation certified by E-GOI