Obrigações Forte queda dos juros gregos atiram “yields” portuguesas a dez anos para os 2,7%

Forte queda dos juros gregos atiram “yields” portuguesas a dez anos para os 2,7%

Os juros da Grécia no mercado secundário estão a registar uma queda acentuada. A dois anos, as “yields” recuam 1.800 pontos base. O alívio é sentido nos juros de outros países periféricos. Os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si recuam mais de 15 pontos base para os 2,7%.
Forte queda dos juros gregos atiram “yields” portuguesas a dez anos para os 2,7%
Bloomberg
Ana Laranjeiro 10 de julho de 2015 às 10:09

Os juros da dívida pública dos países periféricos estão a descer no mercado secundário após a Grécia ter apresentado aos credores as medidas de austeridade que propõe introduzir em troca do terceiro resgate financeiro. Esta proposta estará assim a reduzir a procura dos investidores por activos de refúgio.

As "yields" helénicas são as que registam a queda mais acentuada. A dois anos, de acordo com as tabelas genéricas da Bloomberg, os juros recuam 1.874,5 pontos base para 38,916%. A quatro anos, as "yields" descem 807,8 pontos base para 26,536% e a 10 anos deslizam 410,1 pontos base para 14,696%. O "spread" da dívida grega está também a descer face à Alemanha para os 1382,3 pontos base.

No caso dos juros nacionais, as "yields" descem em todos os prazos. A dois anos cedem 12,4 pontos base para 0,601%. A cinco anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si recuam 15,6 pontos base para os 1,567%. A dez anos, os juros descem 15,6 pontos base para 2,767%. O prémio de risco da dívida nacional em relação à Alemanha está igualmente a cair para os 194,7 pontos base.

Na dívida italiana, as "yield’s" a dois anos, cedem 7 pontos base para os 0,261% e a dez anos perdem10,1 pontos base para 2,074%.

A dívida espanhola, a dois anos desce 8,1 pontos base para 0,292% e a dez anos recua 11,6 pontos base para 2,056%.

Proposta enviada à Europa

A proposta enviada a Bruxelas ainda é vaga na linguagem, mas oferece cedências nas pensões e nas taxas do IVA, incluindo a possibilidade de abolição progressiva da redução aplicada nas ilhas. Já nas despesas militares, Atenas quer menos cortes do que os exigidos pela troika. Em troca deste pacote de austeridade, pede "pelo menos" 53,5 mil milhões de euros de novos empréstimos aos parceiros do euro.

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, afirmou já, esta manhã, que ainda é preciso avaliar se as propostas feitas pela Grécia são boas e que já foi pedido às instituições (BCE, Comissão Europeia e FMI) para avaliar as medidas de Atenas. 

Entretanto, Alexis Tsipras, que está a tentar conquistar a aprovação do Syriza da proposta entregue aos credores, deixa claro que não tem um mandato para retirar a Grécia da Zona Euro. "Estamos perante decisões cruciais. Temos um mandato para conseguir um acordo melhor do que o ultimato que o Eurogrupo nos deu, mas certamente não temos um mandato para tirar a Grécia da Zona Euro", afirmou Tsipras aos seus deputados, citado por uma fonte oficial do Governo, de acordo com a Reuters. 




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