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Holanda regressa à Primeira Liga dos “ratings”

A agência de notação financeira S&P 500 atribuiu um Triplo A à dívida de longo prazo da Holanda, que volta a estar entre os membros da Zona Euro com melhor classificação das obrigações soberanas.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 20 de Novembro de 2015 às 17:14
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Dois anos depois de ter retirado o "rating" máximo à dívida soberana da Holanda, a Standard & Poor’s devolveu-lhe esta sexta-feira, 20 de Novembro, o lugar no pódio: passou de AA+ para AAA, mantendo o "outlook" positivo.


A justificar esta decisão está "a recuperação económica da Holanda", refere a agência no seu relatório. Além disso, acrescenta, também as perspectivas de crescimento futuro são mais sólidas do que a S&P estimava anteriormente.


A S&P tinha retirado à Holanda a notação máxima em 2013, devido às projecções de um crescimento mais débil, ao passo que a Moody’s e a Fitch mantiveram as suas classificações de topo atribuídas à dívida soberana do país, recorda a Bloomberg.


Neste momento, na Zona Euro, além da Holanda, só a Alemanha e o Luxemburgo é que têm o "rating" máximo por parte das três principais agências de notação financeira.


A economia holandesa regressou à via do crescimento em 2014, depois de ter sido atingida por uma crise no sector imobiliário desencadeada pela crise financeira mundial. Para este ano, as previsões oficiais do país apontam para um crescimento de 2%, devendo o PIB aumentar 2,4% em 2016.

Outlook e credit watch

Além dos ratings atribuídos em determinado momento, as agências dão também uma indicação sobre a direcção que essas notações poderão vir a ter no futuro. Quando a agência prevê que um rating pode ser alterado nos 6 a 24 meses seguintes, emite um outlook (perspectiva). Se considera que pode haver acontecimentos ou circunstâncias susceptíveis de mexerem com a classificação no curto prazo – normalmente no período de 90 dias – então pode colocar o rating em credit watch (sob revisão).


O outlook (perspectiva) pode ser positivo, negativo, estável ou em evolução. No primeiro caso, a agência está a indicar que o rating poderá subir. Se, pelo contrário, o outlook for negativo, significa que a notação poderá descer. Uma perspectiva estável revela que há fortes probabilidades de a notação se manter no actual nível quando a sua revisão for divulgada. Quando a perspectiva está em evolução, significa que a classificação tanto pode subir como descer.


Por outro lado, quando uma empresa, entidade local ou Estado fica em credit watch, é também salientada a possibilidade de alteração da notação, mas no curto prazo. Porém, o facto de se estar em credit watch não significa que tenha de haver uma alteração do rating. Finda a avaliação, a agência pode decidir manter a classificação.

Apesar de normalmente se generalizar o termo credit watch para indicar que a qualidade do crédito está sob revisão, sublinhe-se que a terminologia varia consoante as três grandes agências: credit watch (S&P), under review (Moody’s) e Rating Watch (Fitch).


O credit watch pode ser positivo (significa que o rating tem probabilidade de subir), negativo (pode descer) ou em evolução (pode subir, descer ou ser reafirmado, isto é, manter-se igual).

 



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