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IGCP começa 2020 com emissão sindicada de dívida a 10 anos

A "tradição" cumpre-se mais um ano: a agência que gere a dívida pública portuguesa vai avançar com uma emissão sindicada na primeira operação de 2020.

Pedro Elias
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 07 de Janeiro de 2020 às 13:43
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Como tem sido habitual no início de cada ano, o IGCP - Agência de Gestão de Tesouraria e da Dívida Pública vai avançar com uma emissão sindicada de uma nova linha de Obrigações do Tesouro com maturidade em 18 de outubro de 2030, segundo avança a Bloomberg esta terça-feira, 7 de janeiro. 

Não há data indicativa para a concretização desta emissão de dívida a 10 anos, nem montante a emitir, mas tipicamente Portugal realiza emissões às quartas-feiras, pelo que a operação deverá acontecer já amanhã, 8 de janeiro.

Os bancos mandatados pela agência que gere a dívida pública são o Citi, o Deutsche Bank, Goldman Sachs International Bank, HSBC, JP Morgan e Novo Banco. Este tipo de operações, que envolvem maiores montantes do que os leilões regulares de Obrigações do Tesouro (OT), são apoiadas por um sindicato bancário. 

Esta emissão sindicada no início deste ano já era antecipada pelo Danske Bank, com o banco dinamarquês a recomendar os investidores a comprarem dívida pública portuguesa agora que o Banco Central Europeu (BCE) retomou o programa de compra de dívida pública da Zona Euro. No ano passado, o IGCP chegou a admitir realizar uma emissão sindicada no segundo trimestre, mas esta não se realizou.

Neste momento, os juros da dívida portuguesa a dez anos estão a negociar no mercado secundário na casa dos 0,3%, o que é um indicador de quando o Estado terá de pagar. Na última emissão nesse prazo, em novembro do ano passado, Portugal financiou-se a 0,333% num leilão regular de OT.

No entanto, nas emissões sindicadas com a abertura de novas linhas é habitual haver um prémio face a outros tipos de operações de emissão de dívida. Na operação semelhante ocorrida por esta altura em 2019, o IGCP emitiu quatro mil milhões de euros a dez anos com uma taxa de juro inferior a 2%.

Ainda assim, esta operação deverá ter as condições para resultar numa taxa de juro que continue a baixar os custos de financiamento da República Portuguesa. A redução significativa das taxas de juro durante 2019 fez com que o custo da nova dívida emitida entre janeiro e novembro baixasse para os 1,1%, um mínimo histórico.

Esta semana a agência liderada por Cristina Casalinho (na foto) divulgou o programa de financiamento de 2020 no qual prevê a emissão de 16,7 mil milhões de euros em obrigações do Tesouro em 2020, mais do que o emitido em 2019.
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