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IGCP emite 1.750 milhões de euros com taxa mais negativas

O IGCP colocou títulos com maturidade a 12 e seis meses, tendo conseguido baixar os custos de financiamento.

O instituto liderado por Cristina Casalinho vai enfrentar custos de financiamento mais elevados.
Bruno Simão
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 15 de Julho de 2020 às 10:37
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Portugal colocou esta quarta-feira 1.750 milhões de euros em títulos de dívida de curto prazo, com as taxas de juro a ficarem mais negativas do que no leilão comparável anterior.

Nos títulos com maturidade a 16 de julho de 2021 (12 meses) a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) colocou 1.250 milhões de euros com uma taxa de -0,452%. É a "yield" mais baixa desde que em fevereiro foram emitidos títulos a 12 meses com uma taxa de 0,484%.

O instituto que gere a dívida pública emitiu também, esta quarta-feira, 500 milhões em bilhetes do Tesouro com maturidade em 15 de janeiro de 2021 (seis meses) e uma taxa de -0,467%.

-0,45%Yield a 12 meses
A taxa de juro dos títulos a 12 meses baixou face ao leilão de junho e de maio e atingiu o nível mais baixo desde fevereiro.


Na última emissão a 12 meses, realizada em maio, o IGCP colocou mil milhões de euros, com uma taxa de -0,351%, voltando assim a financiar-se a taxas negativas nesta maturidade, depois de no leilão de abril a yield ter sido positiva (0,038%) pela primeira vez em três anos. Em junho colocou mil milhões de euros em bilhetes do Tesouro com maturidade em maio de 2011 (11 meses), com uma taxa de juro de -0,438%.

Também em maio, o instituto liderado por Cristina Casalinho colocou 750 milhões de euros em títulos com maturidade a seis meses, com uma taxa de -0,411%, que compara com a taxa de -0,089% no leilão de março e de -0,487% no leilão de fevereiro.

Além das taxas ainda mais negativas, o duplo leilão do IGCP foi alvo de forte procura. Na emissão de títulos a 12 meses a procura superou a oferta em 2,54 vezes e na emissão a seis meses a procura foi mais de três vezes superior.

Filipe Silva, diretor de Investimentos do Banco Carregosa, assinala que "o mercado de dívida tem estado suportado pelas sucessivas intervenções que os bancos centrais têm feito", o que "tem levado a uma procura por taxa em todas as maturidades" e à redução do spread de Portugal face à Alemanha, que depois de atingir o pico em março de 171,36 pontos base, baixou para os atuais 85,67.

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