Obrigações IGCP avança com leilão de dívida a cinco e dez anos

IGCP avança com leilão de dívida a cinco e dez anos

O instituto liderado por Cristina Casalinho vai procurar angariar entre 1.000 milhões de euros e 1.250 milhões. Isto através da colocação de títulos de médio e longo prazo, naquele que será o primeiro leilão de 2016.
IGCP avança com leilão de dívida a cinco e dez anos
Miguel Baltazar
André Tanque Jesus 04 de março de 2016 às 16:08

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) vai realizar um duplo leilão de obrigações do Tesouro (OT) a cinco e dez anos. A operação foi anunciada esta sexta-feira, 4 de Março, com o instituto liderado por Cristina Casalinho a indicar que procurará até 1.250 milhões de euros.

"O IGCP vai realizar no próximo dia 9 de Março, pelas 10:30 horas, dois leilões das linhas de OT com maturidade em Abril de 2021 e em Julho de 2026", revelou o Tesouro esta sexta-feira. Com a colocação de dívida nestas duas maturidades, o instituto procurará angariar entre 1.000 milhões e 1.250 milhões".

Este será o primeiro leilão de obrigações deste ano. Após a turbulência registada em Fevereiro, esta será uma operação importante, já que o Tesouro não terá o apoio de um sindicato bancário. Em Janeiro - a única vez que o IGCP colocou dívida de médio e longo prazo em 2016 -, o instituto liderado por Cristina Casalinho recorreu a um sindicado bancário, para lançar a nova linha a 10 anos. Colocou então quatro mil milhões de euros.

Certo é que o Tesouro encontrará um ambiente positivo nos mercados. Isto porque a operação ocorre um dia antes da reunião do Banco Central Europeu, em relação à qual os investidores estão com expectativas elevadas. Mas nesta sessão a "yield" das OT de Portugal a 10 anos está a subir 11,1 pontos base para 3,104%.

A última vez que o IGCP recorreu ao mercado para colocar dívida a 10 anos sem o apoio dos bancos foi em Novembro, tendo angariado 1.896 milhões de euros a uma taxa de juro de 2,4294%. Já a última operação com OT a cinco anos ocorreu em Julho passado. Portugal vendeu, então, 1.700 milhões de euros a uma taxa de juro de 1,4232%.


(Notícia actualizada às 16:21, com mais informação)




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