Obrigações Investimento português em dívida dos EUA sobe 90% desde 2011

Investimento português em dívida dos EUA sobe 90% desde 2011

As aplicações feitas a partir de Portugal em títulos do Tesouro dos EUA têm aumentado nos últimos anos.
Rui Barroso 21 de maio de 2016 às 10:00

Investe-se cada vez mais em dívida soberana dos EUA a partir de Portugal. O valor aplicado a partir do país em obrigações do Tesouro norte-americanas aumentou 91% desde Setembro de 2011, data dos últimos dados disponibilizados pelo departamento do Tesouro dos EUA.

As aplicações nacionais em dívida da maior economia do mundo totalizavam em Fevereiro, data dos dados mais recentes, 4,135 mil milhões de dólares.

Os dados dizem respeito aos primeiros meses do ano que foram marcados por turbulência no mercado e as obrigações do Tesouro dos EUA tendem a ser encaradas como um activo-refúgio. Apesar da subida das aplicações em dívida da maior economia do mundo, o último valor disponibilizado está longe de máximos.

O investimento português em obrigações soberanas norte-americanas atingiu o valor mais elevado em Março de 2015, altura em que o montante aplicado ultrapassou os seis mil milhões de dólares.

Já o mínimo foi registado em Setembro de 2011, mês em que as aplicações nacionais em títulos do Tesouro dos EUA não foram além de 2,16 mil milhões de dólares.

A maior parte dos países europeus tem aumentado as aplicações em dívida dos EUA, contrariamente a alguns emergentes que têm reduzido a posição.

Apesar da subida do investimento vindo de Portugal, o país é das nações europeias que, entre os que são contabilizados pelo departamento do Tesouro dos EUA, têm um investimento mais reduzido. Apenas Chipre tem uma alocação menor à dívida dos EUA. 




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