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Juro da dívida da TAP tem maior alívio em sete meses após redução de prejuízos

A par de ter anunciado uma redução dos prejuízos no trimestre, a TAP sinalizou que vai regressar aos mercados apenas em 2023 para refinanciar a dívida privada que ascende a 700 milhões de euros.

Cortes salariais provocaram fuga de técnicos de manutenção da TAP,    baixando de 940 em 2019 para cerca de 800 este ano.
Miguel Baltazar
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A TAP está a receber, nos mercados financeiros, sinais de validação dos investidores às contas trimestrais apresentadas esta terça-feira. Após a companhia aérea ter anunciado que fechou o primeiro semestre do ano com prejuízos de 202,1 milhões de euros (ainda assim, uma melhoria em relação ao mesmo semestre do ano passado, quando os prejuízos ascenderam a 493,1 milhões de euros), os juros da dívida seguem a aliviar.

As obrigações da TAP emitidas em dezembro de 2019 com maturidade a cinco anos, ou seja, até dezembro de 2024, valorizam esta manhã um cêntimo para 88,40 cêntimos, o maior salto desde janeiro, segundo dados compilados pela Bloomberg.

A valorização representa um alívio na "yield" pedida pelos investidores, que se situa atualmente nos 10,7%, abaixo dos 11,6% da última sessão. O recuo na "yield" - quando foi lançada a operação, a rendibilidade de cada obrigação era de 5,75%, mas esteve mesmo acima de 20% - espelha a diminuição da percepção dos investidores do risco de incumprimento pela companhia aérea.

A empresa revelou ontem que, apesar de as receitas terem subido 245% (para 1.321,2 milhões), também os custos operacionais registaram um "aumento significativo" de 73% (para 1.316,8 milhões de euros). Depois de excluídos os itens não recorrentes, o saldo positivo de 1,4 milhões foi, no entanto, transformado em prejuízo devido aos "juros líquidos e a evolução cambial desfavorável, particularmente no segundo trimestre", justifica a TAP.

A par das contas, TAP anunciou que vai regressar aos mercados apenas em 2023 para refinanciar a dívida privada que ascende a 700 milhões de euros. O administrador financeiro Gonçalo Pires explicou ainda que, depois do aumento de capital no final do ano passado, "ainda não há necessidade de ir aos mercados".

Inicialmente estava previsto que a transportadora fosse aos mercados no fim deste ano, mas irá fazê-lo mais tarde. Segundo Gonçalo Pires, a
 operação vai ser preparada no último trimestre deste ano e poderá acontecer na primeira metade do próximo ano.
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