Obrigações Juros da Alemanha recuam para níveis negativos com travagem da economia

Juros da Alemanha recuam para níveis negativos com travagem da economia

Os indicadores económicos conhecidos hoje estão a deixar os investidores alarmados, o que os faz protegerem-se nas obrigações soberanas, levando os juros para mínimos.
Juros da Alemanha recuam para níveis negativos com travagem da economia
Reuters
Sara Antunes 22 de março de 2019 às 12:57

Os indicadores económicos divulgados esta sexta-feira, 22 de março, apontam para uma travagem mais acentuada da economia da Zona Euro, o que está a fazer soar os alarmes entre os investidores, que estão a penalizar as bolsas e a protegerem-se nas dívidas soberanas.

 

Os juros da Alemanha estão mesmo em níveis negativos, recuando 5,1 pontos base para -0,01% nos títulos com maturidade a 10 anos. O mesmo é dizer que os investidores estão dispostos a pagar para terem em carteira títulos de dívida da Alemanha que só serão rembolsados em 2029. Já a taxa de juro implícita na dívida a 10 anos de França está a descer 5,4 pontos para 0,349%. Em ambos os casos verificam-se mínimos de outubro de 2016.

 

A contribuir para este cenário está o indicador PMI, publicado hoje, que revela uma contração da atividade económica de França e uma travagem maior da economia da Alemanha.

 

"Esta leitura desapontante aumenta o risco de que o crescimento da Zona Euro falhe em recuperar efetivamente no primeiro trimestre", o que minará a "esperança de que 2019 estava a começar com o pé direito", salienta Maeva Cousin, da Bloomberg.

Os investidores digerem assim estes indicadores, depois de esta semana terem sido surpreendidos com uma postura de bastante cautela por parte da Reserva Federal (Fed) dos EUA. Os responsáveis pela política monetária do outro lado do Atlântico já só admitem subir os juros no próximo ano, depois de terem revisto em baixa as estimativas de crescimento económico dos EUA.

 

Neste contexto de elevada incerteza – acentuado pelas dúvidas em torno do Brexit –, os investidores estão a tentar proteger-se e apostam na dívida soberana. E não apenas das duas maiores economias.

 

A taxa de juro associada à dívida a 10 anos de Portugal está a descer 1,2 pontos para 1,27%, aproximando-se de um novo mínimo histórico.




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