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Juros da dívida aliviam e voltam para a casa dos 3,8% no prazo a 10 anos

Depois de os juros da dívida pública lusa a 10 anos terem superado outra vez a barreira dos 3,9% na sequência da previsão do Bundesbank, que estima que a inflação alemã tenha subido para os 2%, a "yield" das obrigações portuguesas segue nesta altura a aliviar.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 23 de Janeiro de 2017 às 15:23
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A taxa de juro associada às obrigações portuguesas com maturidade a 10 anos está a recuar 3,8 pontos base para 3,834%, aliviando face ao máximo de 3,915% atingido ao final da manhã desta segunda-feira, 23 de Janeiro, já depois de o Bundesbank (banco central alemão) ter estimado que em Janeiro a inflação na Alemanha tenha crescido para os 2%.

 

Também o risco da dívida portuguesa (medido em função do spread contra a dívida alemã) está a recuar 0,4 pontos para os 339,4 pontos. A tendência de alívio dos juros alarga-se à generalidade dos países da Zona Euro, nomeadamente os periféricos.

 

A taxa de juro associada às obrigações de dívida a 10 anos de Itália e de Espanha cai 0,4 e 1,4 pontos base para 2,019% e 1,491%, respectivamente. Já a "yield" associadas às "bunds" (obrigações alemãs) com prazo a 10 anos recua 2,9 pontos base para 0,393%.

 

A previsão dada hoje a conhecer pelo Bundesbank, que aponta para um crescimento dos preços nos consumidores de 2% em Janeiro, o que se segue ao crescimento para os 1,7% já registado em Dezembro, é justificada pela autoridade monetária alemã com a subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais.

 

Sendo certo que a subida da inflação alemã, a que se junta a perspectiva de novos aumentos dos juros pela Reserva Federal dos Estados Unidos ao longo do presente ano de 2017, tem contribuído para colocar pressão sobre os juros pagos nos mercados secundários de dívida por países como Portugal, o BCE reitera que não pretende alterar as políticas de estímulo económico em curso.

 

Numa altura em que sobe de tom a pressão no sentido de uma redução da compra de activos pelo BCE, Mario Draghi, presidente da autoridade monetária europeia, afiançou que a instituição sediada em Frankfurt avalia a evolução da inflação no conjunto dos países da moeda única, avisando que só fará mudanças perante uma subida geral e contínua dos preços.

 

Em conferência de imprensa prestada na semana passada, Draghi explicou que a recente subida da inflação na Zona Euro reflecte "principalmente o forte aumento na inflação da energia", sustentando que "não há sinais de uma tendência crescente convincente na inflação subjacente".

 

O italiano que preside ao BCE reconheceu ainda que, pese embora se perspective que a inflação global continue a subir nos próximos meses, afiançou que essa tendência não provocará uma mudança da política monetária prosseguida pelo BCE.

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