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Juros de Portugal voltam a negociar acima dos 2,5%

As taxas de juro implícitas estão a subir em todos os prazos, elevando o prémio face à dívida alemã, que se volta a aproximar os 200 pontos base, numa altura em que persiste o impasse político em Portugal.

1 de Abril de 2011-  Fitch corta 'rating' de Portugal em três níveis para próximo de 'lixo', de 'A-' para 'BBB-'. Quatro dias depois a Moody’s reduz a notação financeira do país para Baa1 e admite voltar a cortar.
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 22 de Outubro de 2015 às 10:35
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As taxas de juro implícitas nas obrigações portuguesas estão a subir em todos os prazos, acentuando o prémio de risco que os investidores exigem para apostarem em obrigações portuguesas face às alemãs. Isto numa altura em que a incerteza política é elevada.

 

A "yield" das obrigações a 10 anos (prazo de referência) está a subir 5,5 pontos base para 2,503%,elevando para 193,3 pontos base o "spread" face às dívida alemã que se encontra nos 0,570%. O prémio de risco volta assim a aproximar-se dos 200 pontos base, o que não acontece desde 22 de Setembro.

 

Este comportamento reflecte a incerteza política que se vive actualmente em Portugal. Depois de ter ouvido todos os partidos com assento parlamentar, Cavaco Silva deverá anunciar a sua decisão sobre quem deve constituir Governo. Mas não se sabe quando o fará. Certo é que a coligação PSD/CDS, bem como o PS, dizem ter condições para o fazer. Com o partido liderado por António Costa a salientar que tem condições para um Governo maioritário.

 

Com o cenário de uma coligação de esquerda a ganhar força, cresce a ansiedade no mercado de dívida, devido ao receio de alívio na austeridade. Os investidores deverão "odiar a ideia", dizem os analistas.

"As notícias de Portugal [de um crescente entendimento entre o PS e os restantes partidos de esquerda] estão a levar a um aumento do prémio de risco da dívida portuguesa face à alemã", diz o Rabobank. 

 
As taxas de juro estão a subir em todos os prazos em Portugal. A taxa a dois anos avança 0,1 pontos para 0,302% e a taxa a cinco anos sobe 4,1 pontos para 1,205%.

Os prazos mais longos são precisamente os que registam maiores subidas, com os investidores a revelarem maiores receios não tanto com o imediato, mas sim com as políticas futuras.

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