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Moody’s adia para 4 de Setembro decisão sobre rating de Portugal

A agência de notação financeira decidiu não se pronunciar, esta sexta-feira, sobre a classificação da dívida soberana de Portugal, que se mantém assim em Ba1 [primeiro nível de lixo], com perspectiva estável.

Bruno Simão/Negócios
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 08 de Maio de 2015 às 22:19
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A Moody’s, que hoje tinha calendarizado um possível relatório para a dívida de Portugal , optou por não o fazer. As datas de apresentação dos relatórios são indicativas, não tendo as agências que cumprir o calendário que passaram a apresentar às autoridades europeias de supervisão – no qual agendam os dias, do ano seguinte, em que pensam pronunciar-se sobre cada dívida soberana (e que têm de ser sempre à sexta-feira após o fecho das bolsas).

 

Assim, apesar de as agências agendarem antecipadamente os dias em se pronunciarão sobre as dívidas soberanas, podem não o fazer se virem que não há razões que o justifiquem. Da mesma forma, podem pronunciar-se fora do calendário planeado se surgirem circunstâncias excepcionais que a isso as movam.

 

Em Julho do ano passado, a Moody’s elevou a notação de Portugal para "Ba1", ficando a faltar apenas mais uma subida para o país deixar de ter a classificação de "lixo"  – categoria em que o investimento na dívida portuguesa é considerado especulativo.

 

Mas a decisão tem demorado. No passado dia 8 de Maio estava agendada uma possível decisão da Moody’s para Portugal, mas já nessa data a agência preferiu não se pronunciar.

 

Entretanto, a 20 de Fevereiro, a Moody’s pronunciou-se sobre o reembolso antecipado de Portugal ao FMI, dizendo ser positivo, mas sublinhou que isso não seria suficiente para melhorar materialmente o ‘rating’ da dívida soberana de Portugal.

 

Ou seja, a dívida soberana de longo prazo de Portugal está a apenas um nível de regressar à categoria de investimento, e a perspectiva estável atribuída pela Moody’s deixa algum optimismo quanto a uma revisão em alta do ‘rating’, mas a agência precisa de mais, além do reembolso ao FMI, para se decidir nesse sentido.

 

Não tendo revisto hoje o rating, havia ainda a expectativa de que pudesse rever em alta a perspectiva para a dívida portuguesa de longo prazo, de "estável" para "positiva", mas isso também não aconteceu.

 

A próxima data agendada para a Moody’s se pronunciar é a 4 de Setembro. 

 

Os outros ratings de Portugal

  

A Fitch optou, no passado dia 27 de Março, por manter o rating soberano de Portugal no primeiro nível de lixo, em ‘BB+’. E justificou a decisão sobretudo com dois factores: as metas do governo para o défice não vão ser cumpridas e o crescimento potencial da economia será mais baixo do que a agência de notação financeira previa. À parte estas debilidades, manteve a perspectiva positiva, justificada pelo facto de a economia ter regressado ao crescimento e ter um excedente das contas correntes.

 

A próxima avaliação da Fitch está calendarizada para 25 de Setembro.

 

Por seu lado, a S&P tem uma notação de ‘BB’ para Portugal, que corresponde ao segundo nível de "lixo". No passado dia 20 de Março elevou a perspectiva de estável para positiva e a próxima data em que deverá pronunciar-se é a 18 de Setembro.

 

Já a agência canadiana DBRS avalia o "rating" de Portugal em "BBB" (baixo) [qualidade de crédito adequada, que é o último nível da categoria de investimento], sendo que a perspectiva é "estável". No próximo dia 15 de Maio vai, se cumprir o que está calendarizado, emitir nova opinião sobre a classificação portuguesa.

 

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