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Moody’s dá nota positiva à aprovação do OE, mas vê défice nos 3%

Apesar de aplaudir a cedência do Governo português às exigências de Bruxelas, a agência financeira continua a não acreditar nas metas para 2016. O crescimento deverá ficar aquém do esperado, o que levará a um défice a rondar os 3%.

André Tanque Jesus andrejesus@negocios.pt 25 de Fevereiro de 2016 às 11:42
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A Moody’s vê a aprovação do Orçamento do Estado para 2016 como "positiva para o nível de crédito". Isto porque pressupõe um percurso orçamental mais credível do que a primeira proposta e revela uma real união dos partidos de esquerda. Mas a agência de notação financeira alerta que o crescimento deverá ser inferior ao esperado e, por isso, o défice deverá rondar os 3%.

"A aprovação do orçamento é positiva para o nível de crédito", atira Kathrin Muehlbronner. A vice-presidente sénior da Moody’s explica que "reflecte a capacidade e vontade do Governo em fazer uma inversão de marcha e pressupõe um caminho orçamental mais realista do que o apresentado pelo Governo na primeira proposta de Orçamento".

A responsável da agência financeira acrescenta também que a aprovação, concretizada na terça-feira, 23 de Fevereiro, "remove o risco de eleições antecipadas, que teriam sido espoletadas se os partidos de esquerda tivessem votado negativamente". Contudo, Kathrin Muehlbronner relembra que "a Comissão Europeia ainda acredita que o Orçamento de Portugal está em risco de incumprimento e que irá pedir ao Governo português que implemente medidas adicionais durante o ano, se assim for necessário".

E esta perspectiva negativa é partilhada pela Moody’s. "Acreditamos que o défice orçamental irá acabar por exceder o objectivo do Governo, dadas as nossas previsões de crescimento mais baixas", explica a vice-presidente sénior da agência de "rating". Isto porque prevê um crescimento do PIB de 1,6%, quando a meta do Executivo é de 1,8%. Desta forma, salienta, "acreditamos que o défice orçamental deverá ficar próximo de 3% do PIB este ano".

Além disso, Kathrin Muehlbronner destaca que "está estimado que uma parte importante das poupanças orçamentais venha de uma melhoria na eficiência da administração pública, bem como de um congelamento do consumo público de bens e serviços, algo que vemos como improvável que se verifique completamente". E a responsável acrescenta ainda que, por outro lado, "as medidas estão maioritariamente concentradas no lado das receitas".


(Notícia actualizada às 12:08, com mais informação)

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