Obrigações Morgan Stanley recomenda cautela com dívida portuguesa

Morgan Stanley recomenda cautela com dívida portuguesa

O banco de investimento assinala que o mercado de obrigações soberanas em Portugal está sob "stress severo" e que a subida recente dos juros foi "exagerada". No mercado secundário os juros estão em forte queda.
Morgan Stanley recomenda cautela com dívida portuguesa
Bloomberg
Negócios com Bloomberg 15 de fevereiro de 2016 às 14:16

O Morgan Stanley veio esta segunda-feira juntar-se à lista de bancos de investimento que estão a recomendar aos clientes que tenham uma posição defensiva na aposta na dívida portuguesa.

 

Numa nota citada pela Bloomberg, o banco norte-americano recomenda aos clientes que permaneçam com cautela nas obrigações do Tesouro, citando, entre outros factores, preocupações em torno do "rating" de Portugal, a elevada volatilidade e a fraca liquidez no mercado português.

 

Apesar de notar que o agravamento das "yields" das obrigações portuguesas na smana passada foi "exagerado", o banco de investimento nota que o mercado português está sob um "stress" severo, superior ao dos restantes periféricos, devido à aversão global ao risco e aos desafios internos.

 

Numa nota assinada pela analista Daniele Antonucci, o Morgan Stanley acrescenta que a economia portuguesa está a crescer a um ritmo deprimido, as reformas implementadas estão a ter algum efeito, apesar de permanecer o problema do elevado valor da dívida e do fraco potencial de crescimento da economia. A dívida pública de Portugal está em redor de 130% do PIB e a economia cresceu 1,5% no ano passado, em linha com a média da Zona Euro.

 

O banco assinala que o Orçamento do Estado está em linha com as exigências europeias, embora permaneçam os riscos de derrapagens e seja incerto até quando os partidos de esquerda vão continuar a apoiar o Governo PS.

 

Como factores de incerteza no mercado português, o Morgan Stanley cita ainda a forma "pouco ortodoxa" como foram transferidas várias linhas de obrigações do Novo Banco para o BES.

 

Quanto à liquidez do Tesouro, o Morgan refere que as necessidades de financiamento são geríveis, a posição de liquidez é "relativamente forte" e os reembolsos para 2017 diminutos.


Os juros da dívida pública de Portugal atingiram um máximo de Março de 2014 acima dos 4,5%, tendo depois aliviado na sessão seguinte. Uma tendência que se prolonga esta segunda-feira, com a "yield" das obrigações a 10 anos a ceder 21 pontos base para 3,52%.

             

  




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