Obrigações Mota-Engil quase duplica valor da emissão de obrigações para o retalho

Mota-Engil quase duplica valor da emissão de obrigações para o retalho

A construtora pretende agora emitir até 140 milhões de euros, quase o dobro do anunciado quando a operação foi lançada (75 milhões de euros).
Mota-Engil quase duplica valor da emissão de obrigações para o retalho
A anterior emissão da Mota-Engil decorreu em 2017
PH.BOUTEFEU
Nuno Carregueiro 21 de outubro de 2019 às 08:20

A Mota-Engil decidiu aumentar o valor da oferta pública de subscrição de obrigações que está a decorrer, um sinal de que a procura pelos títulos está a ser elevada. A construtora pretende agora emitir até 140 milhões de euros, quase o dobro do anunciado quando a operação foi lançada (75 milhões de euros).

 

"Informa-se que a Mota-Engil decidiu, em 18 de outubro de 2019, aumentar o número máximo de obrigações representativas do empréstimo obrigacionista denominado "Obrigações Mota-Engil 2019/2024" ("Obrigações Mota-Engil 2024") objeto da oferta pública de subscrição (…) para 280.000 obrigações e, por conseguinte, aumentar o respetivo valor nominal global para até 140.000.000 euros", refere a adenda ao prospeto da operação publicado na CMVM.

 

Esta é já uma prática normal, com os emitentes a esperarem pelo desenrolar da oferta para perceberem qual está a ser a procura e em função disso fixar o montante máximo a emitir.

 

A oferta da Mota-Engil está no mercado desde a semana passada (14 de outubro) e termina na próxima sexta-feira (25 de outubro).

 

Os títulos têm uma maturidade de cinco anos, pagam uma taxa de juro bruta de 4,375% e a subscrição mínima é de três obrigações, pelo que o investimento nunca poderá ser inferior a 1.500 euros.

 

O Negócios noticiou a semana passada que investimento mínimo exigido na OPS de obrigações da construtora, 1.500 euros, não chega para rentabilizar a operação. Nalguns casos, uma aplicação deste nível implica perdas. Com 5.000 euros, clientes conseguem taxas líquidas em torno de 2%, metade do juro bruto.

Além da OPS, a Mota-Engil colocou no mercado em simultâneo duas ofertas públicas de troca (OPT), para que os detentores de obrigações já emitidas pela construtora possam subscrever os novos títulos com a entrega dos antigos. Estas incidem sobre as obrigações que a Mota-Engil emitiu em julho de 2015 (65,9 milhões de euros) e em junho de 2018 (25 milhões de euros).

 

No prospeto da operação, a Mota-Engil diz que o objetivo da OPS é "obter fundos para financiar a sua atividade corrente e de expansão internacional, bem como dar prosseguimento à estratégia de alongamento de maturidade da sua dívida, de modo a alinhá-la melhor com a geração de cash-flow". Já as OPT vão "permitir à Mota-Engil substituir parte da sua dívida com vencimento em 2020 e/ou em 2021 por dívida com reembolsos de capital em 2023 e 2024".

 

O Banco Finantia, o CaixaBI, o Haitong Bank e o Novo Banco são os bancos organizadores e coordenadores globais da operação.



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