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Nem a emissão de obrigações para o retalho travou a procura por certificados

Os certificados de aforro e os certificados do tesouro atraíram 274 milhões de euros em Julho. Já foram alvo de aplicações superiores a dois mil milhões de euros desde o início do ano.

Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 22 de Agosto de 2016 às 11:43
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Os investidores de aforro continuam a mostrar apetite pela dívida do Estado. Em Julho a evolução do montante aplicado em certificados de aforro (CA) e certificados do tesouro poupança mais (CTPM) voltou a ser positiva. Isto apesar de a meio desse mês a agência que gere o crédito público, o IGCP, ter anunciado uma oferta de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV). Essa operação arrancou a 20 de Julho.

Ainda assim, o montante aplicado em CA e CTPM registou uma subida mensal de 274 milhões de euros. Os CTPM continuam a ser os mais procurados com o valor investido a aumentar 254 milhões de euros. Já nos CA o aumento do "stock" foi de 20 milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal divulgados esta segunda-feira, 22 de Agosto.

No total, o valor das aplicações recuperou face ao registado no mês anterior, em que se tinham ficado em 255 milhões de euros. Mas os dois últimos meses foram os mais fracos do ano em termos de subscrições. Entre Janeiro e Maio em todos os meses tinham sido captados mais de 300 milhões de euros.

Mais de dois mil milhões de euros captados

Com as subscrições registadas em Julho, o valor aplicado em CA e CTPM já supera os dois mil milhões de euros desde o início do ano. O "stock" aumentou 2.113 milhões de euros nos primeiros sete meses de 2016. Os CTPM foram os principais responsáveis por esta evolução, tendo atraído 1.992 milhões de euros. Já o "stock" de CA subiu 141 milhões de euros. O IGCP prevê que no total de 2016 estes dois instrumentos contribuam com mais de três mil milhões de euros para o financiamento do Estado.

Além dos CA e dos CTPM, o Estado apostou num novo instrumento de financiamento dirigido para os investidores de retalho: as OTRV. A agência que gere o crédito público já fez duas emissões destes títulos, captando 1.950 milhões de euros. A última oferta decorreu de 20 de Julho a 8 de Agosto e permitiu ao Estado angariar 1.200 milhões de euros. A procura excedeu os 1.800 milhões de euros.

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