Obrigações Passos Coelho equivocou-se: Reembolso é de uma obrigação, não ao FMI

Passos Coelho equivocou-se: Reembolso é de uma obrigação, não ao FMI

O primeiro-ministro anunciou que iria avançar com um novo reembolso antecipado ao FMI, no valor de 5,4 mil milhões de euros, no dia 15 de Outubro. Foi um lapso. Irá desembolsar este montante, neste dia, mas junto dos mercados.
Passos Coelho equivocou-se: Reembolso é de uma obrigação, não ao FMI
Bruno Simão/Negócios
Paulo Moutinho Rui Peres Jorge 21 de setembro de 2015 às 17:50

Portugal não vai, afinal, fazer mais um reembolso antecipado ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Pedro Passos Coelho equivocou-se com um reembolso de uma obrigação do Tesouro que vence a 15 de Outubro, dia em que o país terá de devolver 5,4 mil milhões de euros aos investidores. Foi um lapso, confirma fonte oficial do gabinete de Pedro Passos Coelho. 

Numa acção de campanha esta segunda-feira, Pedro Passos Coelho afirmou: "No próximo dia 15 de Outubro vamos pagar mais 5.400 milhões dos 78 mil milhões de euros" da ajuda externa concedida pelo Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu em 2011.

O anúncio caiu como uma bomba nos meios financeiros associados à dívida pública, mas afinal é um lapso. O Estado não reembolsará antecipadamente 5,4 mil milhões de euros como anunciado por Pedro Passos Coelho, o que fará nessa data é um reembolso que já estava previsto de uma obrigação emitida em 2005 desse montante.


O primeiro-ministro disse esta segunda-feira, 21 de Setembro, numa acção de campanha, que o Governo vai realizar a 15 de Outubro o terceiro reembolso antecipado ao FMI nesse montante. E acrescentou que "vamos continuar a pagar antecipadamente até ao final do ano porque isso significa muita poupança de juros".


Nos planos do IGCP, depois de ter pago 1.830 milhões de euros em Junho e 6,6 mil milhões em Março, admitia-se o pagamento de mais 2,2 mil milhões de euros até ao final do ano. Contudo, este novo reembolso estava condicionado ao encaixe com a venda do Novo Banco, o qual não chegou a acontecer.




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