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Portugal emite 1.250 milhões de euros com taxa mais negativa de sempre

Num leilão duplo, Portugal colocou dívida de curto prazo com a taxa mais negativa de sempre.

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Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 15 de Fevereiro de 2017 às 10:59
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O IGCP, o instituto que gere a dívida pública portuguesa, colocou esta quarta-feira um total de 1.250 milhões de euros em dívida a três e 11 meses, com a taxa mais negativa de sempre. -0,096% na emissão a 11 meses e -0,219% a 3 meses. Portugal consegue assim renovar mínimos, depois de já ter atingido níveis inéditos numa emissão no mês passado.

Portugal emitiu 1.000 milhões de euros com maturidade em Janeiro de 2018 e 250 milhões com prazo a 19 de Maio. O Tesouro português consegue assim colocar o máximo pretendido, de 1.250 milhões de euros, com a procura a superar amplamente a oferta.

Nos últimos leilões comparáveis realizados, a 19 de Outubro, o Tesouro colocou o montante máximo pretendido - 1.250 milhões de euros - com juros negativos na maturidade mais curta (-0,012%) e juros de 0,06% no prazo a 11 meses.

Já nas últimas operações de financiamento de curto prazo realizadas - no caso, nas maturidades a 6 e 12 meses -, a 18 de Janeiro passado, Portugal conseguiu taxas historicamente negativas, aproveitando na altura as condições de mercado favoráveis.

"Portugal acompanha a curva das taxas de dívida de curto prazo que se verifica na Europa, aproveitando para emitir com taxas negativas, o que é sempre positivo para o país", realça Filipe Silva. "No caso da emissão de dívida a 3 meses,  a descida da taxa foi bastante acentuada e levou-nos para mínimos históricos -  Portugal nunca se financiou a taxa tão baixa como esta", acrescentou o director da gestão de activos do Banco Carregosa.

Ainda assim o especialista destaca que as taxas não foram uma surpresa, "uma vez que o mercado secundário tem estado com as taxas negativas para a dívida de curto prazo".

Já Tiago da Costa Cardoso refere que "apesar de ser positivo este novo 'rollover' de dívida, falamos de um valor bastante pequeno, 250 milhões de euros a três meses e mil milhões a 12 meses, algo que não traz um impacto muito grande ao bolo global do pagamento de juros de dívida". Mas, "acaba por obviamente ser positiva esta emissão, pois a expectativa de ter juros negativos mais baixos foi alcançada", explica o gestor da XTB.

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