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Portugal paga juro de 0,9% para emitir 4 mil milhões a 15 anos

O IGCP está a realizar uma emissão de dívida sindicada a 15 anos, que contou com uma procura recorde superior a 41 mil milhões de euros.

Miguel Baltazar/Negócios
Rita Faria afaria@negocios.pt 01 de Julho de 2020 às 09:34
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Portugal emitiu esta quarta-feira, 1 de julho, 4 mil milhões de euros em dívida a 15 anos, com uma taxa de juro de 0,9%. Esta operação contou com uma procura recorde de mais de 41 mil milhões de euros, acima do anterior máximo alcançado na emissão sindicada a sete anos, realizada em abril, em torno dos 30 mil milhões. A este valor somam-se 2,35 mil milhões de euros por parte dos bancos.

 

A colocação desta nova linha de obrigações, com maturidade em outubro de 2035, também contou com o apoio de um sindicato bancário composto pelo CaixaBI, Credit Agricole CIB, Deutsche Bank, Goldman Sachs, J.P. Morgan e Nomura.

 

Segundo a Reuters, o spread foi de 88 pontos base acima da taxa mid swap do euro a 15 anos, que está nesta altura nos 0,0298%, pelo que a taxa de juro foi de 0,9%.

 

O spread foi reduzido ao longo do dia, devido à forte procura, depois de se ter fixado nos 92 pontos base acima da taxa mid swap do euro na abertura do livro de ordens.

 

Depois de fechados os livros, o resultado final da operação será comunicado formalmente pelo IGCP, que o deverá fazer ao final da tarde.

 

Já era esperado que o instituto liderado por Cristina Casalinho avançasse com uma emissão sindicada no terceiro trimestre, depois das duas operações do mesmo género que já foram realizadas desde o início do ano.

 

Em janeiro, na primeira emissão sindicada de 2020, Portugal pagou uma taxa de juro de 0,475% para emitir 4 mil milhões de euros em dívida sindicada a 10 anos. Em abril, realizou nova operação do mesmo género, mas com maturidade a sete anos.

No programa de financiamento revelado há menos de duas semanas, o IGCP estimou que terá de emitir mais 14 mil milhões de euros este ano em títulos de dívida de longo prazo para fazer face ao aumento das necessidades de financiamento do Estado, decorrentes das alterações induzidas pelo Orçamento Suplementar.

 

Para o período entre julho e setembro, o IGCP antecipou emissões de OT através da combinação de sindicatos e leilões, com colocações de 1.250 a 1.500 milhões de euros por leilão.

 

Na Orçamento Suplementar, as necessidades de financiamento líquidas do Estado aumentam 10,7 mil milhões de euros face à projeção inicial para 20,3 mil milhões de euros. O que significa que o valor que Portugal vai colocar nos mercados este ano é substancialmente superior ao registado em 2019, 2018 e 2017 (sempre abaixo de 17 mil milhões de euros).

(Notícia atualizada às 13h05)

 

 

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