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Portugal anuncia leilões de bilhetes do Tesouro para arrecadar até 1.250 milhões de euros

O IGCP vai realizar dois leilões de bilhetes do Tesouro na próxima quarta-feira. Operações com as quais o instituto procurará angariar no mercado até 1.250 milhões e euros.

Bruno Simão/Negócios
André Tanque Jesus andrejesus@negocios.pt 13 de Março de 2015 às 11:14
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Portugal volta ao mercado de dívida na próxima quarta-feira. A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) vai realizar dois leilões de bilhetes do Tesouro (BT), com maturidade de seis e 12 meses. A última vez que o instituto liderado por Cristina Casalinho (na foto) conduziu uma operação a 12 meses foi em Fevereiro, ao passo que remonta a Janeiro o última leilão de títulos a seis meses.

 

"O IGCP vai realizar no próximo dia 18 de março, pelas 10h30, dois leilões das linhas de BT com maturidades em 18 de setembro de 2015 e 18 de março de 2016", anunciou em comunicado o instituto responsável pela gestão da dívida nacional. O IGCP indicou ainda que o montante indicativo total para as operações é de entre 1.000 e 1.250 milhões de euros.

 

A operação a 12 meses trata-se do lançamento de uma nova linha, sendo que Portugal realizou a última operação equivalente a 18 Fevereiro. Na altura, o IGCP colocou 1.000 milhões de euros, com uma taxa de juro média ponderada de 0,138%. Essa foi a taxa de juro mais baixa de sempre obtida por Portugal num leilão de BT com a mesma maturidade.

 

Já o leilão de títulos com uma prazo de seis meses trata-se de uma reabertura de uma linha já existente. A última operação de títulos com a mesma maturidade remonta a 21 de Janeiro, tendo Portugal optado então por colocar 300 milhões de euros um juro de 0,108%. Também este é um mínimo histórico nesta maturidade.

 

Ambas as operações estavam já agendadas, aquando do anúncio do programa de financiamento para 2015. E deverão ser os últimos de curto prazo do trimestre, restando apenas a possibilidade de o IGCP realizar leilões de obrigações do Tesouro a 25 de Março, a última quarta-feira do mês.

 

Uma data a que o instituto liderado por Cristina Casalinho poderá ter de recorrer. Isto porque a responsável está encarregada de reembolsar o FMI em seis mil milhões de euros ainda em Março, tal como foi anunciado. De qualquer forma, Portugal tem, para já, as suas necessidades de financiamento bem encaminhadas. A cobertura ascende a 61%, graças às várias operações com dívida de longo prazo, a elevada subscrição de produtos de retalho em Janeiro e o uso previso da almofada de financiamento.

 

(Notícia actualizada às 11h38, com mais informação)

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