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Portugal tenta arrecadar 1.750 milhões de euros em dívida a pagar em 2017

Depois de ter colocado no mercado obrigações a taxas mais altas esta semana, o IGCP cumpre o calendário e vai vender bilhetes do Tesouro a seis e a doze meses para pedir emprestados entre 1.500 e 1.750 milhões.

Pedro Elias
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 16 de Setembro de 2016 às 16:07

Portugal vai voltar aos mercados de dívida na próxima semana. Tal como tinha programado, o IGCP, agência que gere a dívida pública nacional, vai colocar bilhetes do Tesouro que terá de reembolsar dentro de seis e 12 meses. O objectivo é conseguir até 1.750 milhões de euros.

"O IGCP, E.P.E. vai realizar no próximo dia 21 de setembro pelas 10:30 horas dois leilões das linhas de BT com maturidades em 17 de março de 2017 e 22 de setembro de 2017, com um montante indicativo global entre EUR 1500 milhões e EUR 1750 milhões", indica a agência em comunicado enviado às redacções esta sexta-feira, 16 de Setembro. 

No programa de financiamento deste ano, com as linhas de actuação para o terceiro trimestre, o instituto presidido por Cristina Casalinho (na foto) já tinha a intenção de vender bilhetes do Tesouro. A ideia é reabrir uma linha, que irá vencer dentro de seis meses, e lançar uma nova série de bilhetes, que reembolsará dentro de 12 meses.

 

O montante indicativo global (isto é, o valor que espera pedir emprestado aos investidores) é de entre 1.500 e 1.750 milhões de euros. Era esta já a intenção inscrita no programa de financiamento.

 

Regresso após leilão de obrigações mais caro

O custo que o Tesouro terá com esta operação só será conhecido no dia do leilão, a próxima quarta-feira, 21 de Setembro. Esta quarta-feira, o IGCP foi ao mercado de dívida para colocar nos investidores obrigações do Tesouro (as obrigações têm maturidades mais longas que os bilhetes, tradicionalmente superiores a 18 meses). 

Nesta última operação, em que estava a colocar obrigações a sete e 21 anos, a entidade liderada por Cristina Casalinho optou por se financiar apenas no montante indicativo mínimo, 750 milhões de euros, devido aos maiores custos que enfrentou com juros pedidos mais elevados. 

O encargo assumido pelo Estado deveu-se, em parte, ao facto de o Banco Central Europeu não ter anunciado novas medidas de estímulo à economia: a falta de acção da autoridade monetária levou a uma subida das rendibilidades pedidas pelos investidores para comprarem estes títulos de dívida. 

 

(Notícia actualizada às 16:23 com mais informação)

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