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Prémio de risco da dívida nacional em máximos de Março de 2014

Os juros da dívida pública portuguesa estão a subir no mercado secundário. A dez anos, as “yields” estão a subir 6,5 pontos base para os 3,094%. O prémio de risco da dívida nacional está no valor mais elevado em quase dois anos.

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Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2016 às 12:20
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Os juros da dívida nacional estão a subir em todos os prazos no mercado secundário, verificando uma subida mais pronunciada com o aumento dos prazos. A dois anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si somam 1,6 pontos base para 0,376%. A cinco anos, os juros crescem 5,6 pontos base para 1,732%. E a dez anos, o prazo considerado de referência, as "yields" somam 6,5 pontos base para 3,094%. Na sessão desta sexta-feira, os juros já negociaram nos 3,099% - o valor mais elevado desde 21 de Janeiro de 2016.

Os juros da dívida pública alemã no mercado secundário estão, por outro lado, a descer em todos os prazos. A dez anos, os juros cedem 0,4 pontos base para 0,299%.


O prémio de risco da dívida nacional está a subir, situando-se nos 277,4 pontos, que é o valor mais elevado desde Março de 2014.


Este comportamento da dívida nacional negociada entre investidores tem lugar num dia em que o Governo português vai apresentar o Orçamento do Estado para este ano. As negociações entre o Executivo liderado por António Costa e Bruxelas foram difíceis. Na edição desta sexta-feira, o Negócios escreve que Lisboa e Bruxelas levaram as negociações ao limite. O Governo aprovou o Orçamento do Estado quinta-feira, mas pela noite dentro continuaram os contactos com Bruxelas para que o documento seja validado pela Comissão Europeia.

Sobre o documento que vai ser revelado, há algumas medidas que são já conhecidas. Em matéria de IRS é já conhecido que filhos valem dedução fixa de 550 euros. Em termos de IRC, é já sabido que o período de reporte de prejuízos baixa e que vai haver uma reavaliação dos activos das empresas.


Os bancos vão ser obrigados a partilhar mais informação sobre residentes e o IVA na restauração que passa para 13%, mas deixa as bebidas fora deste escalão, são outras duas medidas que já são conhecidas.

 

 

 

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