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Produto do Deutsche Bank com dívida da PT perde quase 90%

O banco alemão anunciou ao mercado o valor do reembolso antecipado do db Rendimento Portugal Telecom. Perdas são de 87,4%.

Bloomberg
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 03 de Agosto de 2016 às 19:31
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O Deutsche Bank informou o mercado que o reembolso antecipado das "notes db Rendimento Portugal Telecom", um produto estruturado que tem dívida da antiga PT como subjacente, pagará 12,56% do valor nominal do produto. Para um investimento de 1.000 euros, os detentores destes títulos receberão 125,69 euros.

O produto vencia apenas em 2020, mas dado que houve um evento de crédito nestes títulos, na sequência do processo de recuperação judicial da Oi, que ficou a garantir as obrigações da antiga PT, estes produtos são liquidados antecipadamente. Essa amortização estava agendada para esta quarta-feira, 3 de Agosto.

No caso de um incumprimento, este produto em específico previa que os investidores recebessem "um montante equivalente à sua porção pro rata do valor de mercado do Colateral, deduzido dos custos de desmontagem das operações de cobertura de risco contratadas". Esta quarta-feira, em mercado secundário, as obrigações que servem como base ao produto negociavam a 22,5% do valor nominal, o que indicia que os custos de desmontagem do produto terão rondado os 10% do valor do produto.

Além do Deutsche Bank, também o antigo BESI montou produtos com obrigações da antiga PT como activo subjacente. Nos casos de instrumentos construídos exclusivamente com obrigações da antiga PT como subjacente, as perdas foram de 80% a 85%, dependendo do produto.

No entanto, além dos produtos construídos exclusivamente sobre obrigações da antiga PT, foram também montados instrumentos que incluíam dívida da empresa e de outras empresas. Nesse tipo de produtos, as perdas podem ir de 20% a 33%, dependendo do número de entidades incluídas no cabaz de emitentes que servem como subjacente, e o evento de crédito da PT/Oi não implica o reembolso antecipado. Mas há produtos deste tipo que prevêem que não haja perdas se apenas uma das entidades de referência entrar em incumprimento.

As entidades que comercializaram estes produtos têm aconselhado os detentores a informarem-se junto dos seus intermediários financeiros. Já a Deco Proteste recomendou, como primeiro passo, "verificar a documentação do produto, porque as consequências de um evento de crédito na PTIF não serão iguais para todos".

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