Obrigações Quinze anos depois, já não parece haver medo da dívida da Argentina

Quinze anos depois, já não parece haver medo da dívida da Argentina

A Argentina está no mercado para fazer a primeira colocação de dívida dos últimos 15 anos. A procura excede já os 65 mil milhões de dólares.
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Rui Barroso 19 de abril de 2016 às 11:25

De "pária" dos mercados a um dos maiores "best sellers" nos mercados emergentes. Após o incumprimento de 2001 ter deixado o país fora dos mercados durante 15 anos, a Argentina arrancou com uma emissão de dívida, com vista a angariar entre dez mil milhões e 15 mil milhões de dólares que ajudarão a pagar aos fundos "abutre" que não concordaram com os termos da reestruturação.

Poucas horas depois de arrancar com a operação, a procura ia já em 65 mil milhões de dólares, segundo a Reuters. "É uma operação importante para os mercados emergentes, uma das maiores de sempre", comentou Gerardo Rodriguez, gestor de activos da BlackRock, citado pela Bloomberg. A emissão deverá ficar fechada esta terça-feira.

A Argentina conta colocar títulos com várias maturidades. Mas o prazo que serve de pilar à operação é o de dez anos, em que o país conta financiar-se a taxas de entre 7,5% e 7,625%. Parte do encaixe obtido com este financiamento servirá para pagar aos fundos "abutre" que não aceitaram os termos da reestruturação da dívida argentina e exigiram o valor investido por via judicial.

Após anos de batalhas com a anterior presidente, Cristina Kirchner, esses fundos chegaram a entendimento com o novo líder da Argentina, Mauricio Macri. Pouco tempo depois de ter tomado posse,  Macrifechou um acordo que previa o pagamento de 75% do montante reclamado por "hedge funds" como a Elliott Management, de Paul Singer por exemplo.

A aumentar as probabilidades de sucesso da operação esteve a subida do "rating" atribuído pela Moody’s. A agência de notação financeira melhorou, na semana passada, a nota da Argentina de Caa1 para B3. Justificou a melhoria com o acordo com os credores que permite o acesso aos mercados internacionais e com as melhorias das políticas económicas desde que Maruicio Macri assumiu a presidência.




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