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"Rei das obrigações" vai reformar-se

Bill Gross vai deixar a Janus Henderson para se concentrar na gestão dos seus ativos e na sua fundação.

Reuters
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 04 de Fevereiro de 2019 às 14:20
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Um dos gestores de ativos mais conhecidos em todo o mundo decidiu reformar-se.

 

Segundo o Financial Times, Bill Gross, de 74 anos, vai deixar a Janus Henderson para se dedicar à gestão dos seus ativos, bem como à sua fundação. Uma informação já confirmada pela firma que o contratou à Pimco há quatro anos.

 

Conhecido por "Rei das obrigações" ("The bond king"), Gross foi um dos mais bem-sucedidos gestores de títulos de dívida do mundo. Estava na Janus Henderson desde 2014, mas foi na Pimco que ganhou fama e sucesso.

 

Gross foi um dos fundadores da Pimco em 1971 e o principal responsável pela ascensão desta firma ao topo das gestoras de ativos de maior sucesso do mundo.

 

"Tive um percurso maravilhoso ao longo dos meus 40 anos de carreira – tentando sempre colocar o interesse dos clientes em primeiro lugar e reinventar a gestão de carteiras de obrigações", diz Gross numa carta de despedida que está a ser citada pelo Wall Street Journal.

 

O CEO da Janus, Dick Weil, agradeceu a Bill Gross o contributo que deu à firma. "Conheço o Bill há 23 anos. Foi um dos melhores investidores de todos os tempos e foi uma honra trabalhar ao lado dele", acrescentou.

O gestor, que se apelidava um Justin Bieber com 70 anos, saiu da Pimco em 2014 em conflito com os restantes líderes da firma e numa altura em que a firma estava a perder dinheiro.

 

Antes deste mau desempenho, Gross era o responsável pela gestão do maior fundo de obrigações do mundo, com ativos avaliados em 300 mil milhões de dólares.

 

Se a saída de Gross originou uma debandada de investidores da Pimco em 2014, os últimos tempos na Janus também não foram fáceis. O fundo de obrigações da Janus Henderson Global Unconstrained sofreu resgates de cerca de 60 milhões de dólares em dezembro, que reduziram o valor dos ativos para 950,4 milhões de dólares. Abaixo da fasquia dos mil milhões e muito aquém do máximo atingido em fevereiro, quando este fundo totalizou 2,24 mil milhões de dólares de ativos sob gestão.

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