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Risco da dívida portuguesa em máximos de quase um ano com subida da inflação na Alemanha

Portugal lidera a subida dos juros na Zona Euro, depois de ter sido divulgado que a taxa de inflação na Alemanha subiu para 1,7% em Dezembro, o nível mais alto desde meados de 2013.

1 de Abril de 2011-  Fitch corta 'rating' de Portugal em três níveis para próximo de 'lixo', de 'A-' para 'BBB-'. Quatro dias depois a Moody’s reduz a notação financeira do país para Baa1 e admite voltar a cortar.
Rita Faria afaria@negocios.pt 03 de Janeiro de 2017 às 14:22
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A subida dos juros da dívida dos países da Zona Euro intensificou-se esta terça-feira, 3 de Janeiro, após a divulgação dos dados da inflação na Alemanha, que avançou, em Dezembro, para o nível mais alto desde Julho de 2013.

O agravamento das yields é mais expressivo em Portugal, onde os juros das obrigações a dez anos disparam 17,1 pontos base para 3,876%. Em Espanha, a ‘yield’ avança 7,3 pontos para 1,404% e, em Itália, 10,1 pontos base para 1,844%. Já na Alemanha, os juros das obrigações a dez anos escalam 6,3 pontos para 0,252%.

Além dos juros, também o risco da dívida portuguesa (medido pelo spread face à dívida germânica) está mais alto esta terça-feira, dado que a subida dos juros por cá é muito mais acentuada do que na Alemanha. O spread avança, nesta altura, 11,8 pontos para 359,2 pontos, o nível mais alto desde Fevereiro do ano passado.

Esta manhã foram divulgados os dados sobre a evolução dos preços no consumidor nas várias regiões da Alemanha que já apontavam para uma aceleração da inflação. Os números reflectiram-se imediatamente no mercado de dívida, com uma subida dos juros na generalidade dos países da moeda única.

No entanto, as subidas agravaram-se significativamente depois de revelados os dados, a nível nacional, ao início desta tarde, que superaram todas as estimativas dos economistas.

Segundo anunciou o gabinete nacional de estatística, a taxa de inflação na Alemanha fixou-se em 1,7% em Dezembro, quando os economistas apontavam para 1,3%. Em Novembro, a inflação estava em 0,7%.

O crescimento dos preços, que mais do que duplicou no mês passado, foi sustentado sobretudo pelos custos da energia, devido às fortes subidas do petróleo nos mercados internacionais.

A inflação na maior economia europeia aproximou-se, desta forma, da meta de 2% do BCE, aumentando os receios de que a autoridade monetária possa considerar a retirada antecipada dos estímulos à economia, uma decisão que penalizaria sobretudo os países do sul, como Portugal – onde os juros mais se agravam nesta altura.

Os dados sobre a inflação na Zona Euro – que os economistas estimam ter subido para 1% em Dezembro - serão conhecidos esta quarta-feira.


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