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Risco da dívida com maior série de quedas em mais de um ano

Os juros da dívida portuguesa estão de novo a aliviar, ao passo que as taxas alemães negoceiam em alta. Um desempenho que retira pressão ao prémio de risco de Portugal, que cai pela oitava sessão consecutiva.

Miguel Baltazar/Negócios
André Tanque Jesus andrejesus@negocios.pt 20 de Maio de 2016 às 09:25
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Após duas sessões consecutivas em alta, os juros da dívida portuguesa estão de novo a recuar. Uma tendência também registada em Espanha e Itália, mas não na Alemanha. Os juros da maior economia europeia estão a subir, levando o prémio de risco da dívida portuguesa a aliviar. E isso já acontecesse pela oitava sessão consecutiva, a maior série desde Fevereiro de 2015.

As taxas de juro das obrigações portuguesas estão a negociar em queda esta sexta-feira, 20 de Maio. A "yield" dos títulos a dois está a cair 1,4 pontos base para 0,592%, ao passo que a taxa a cinco anos desce 2,1 pontos para 1,828%. Menos significativa é a redução dos juros a dez anos, que estão a cair 0,9 pontos para 3,083%.

Ainda assim, uma tendência positiva que está também a ser registada nos restantes países da periferia. A "yield" a dez anos de Espanha está a recuar 1,2 pontos para 1,58%, ao passo que a taxa de juro de Itália na mesma maturidade desliza 1,5 pontos para 1,48%. Em sentido contrário está a negociar a dívida alemã.

Pela terceira sessão consecutiva em alta, a taxa a dez anos da Alemanha está, desta feita, a subir 0,5 pontos para 0,175%. Uma tendência que alivia a pressão sobre o prémio de risco da dívida portuguesa que cai para 290,8 pontos, o valor mais baixo desde 3 de Maio. Mais relevante é o facto de esta ser a oitava sessão consecutiva de quedas, a maior série de desempenhos positivos desde 27 de Fevereiro do ano passado.

Isto numa semana em que o Tesouro voltou ao mercado. Colocou 1.830 milhões de euros em dívida de curto prazo, sem conseguir alcançar taxas de juro negativas. No entanto, a procura registada pelos títulos esteve em destaque, ao ascender a quase três mil milhões de euros.

Também esta semana foram anunciados os resultados das OTRV, o novo produto de aforro do Estado. A emissão destes títulos foi considerada um sucesso, com o IGCP a garantir uma procura superior a 1,2 mil milhões de euros. A colocação ascendeu a 750 milhões.

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