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Risco da dívida portuguesa cai para mínimos de seis semanas na véspera da DBRS

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão a descer pela sexta sessão consecutiva, contrariando a tendência da generalidade dos países do euro, depois de o BCE não ter feito qualquer alteração na sua política monetária.

Miguel Baltazar/Negócios
Rita Faria afaria@negocios.pt 20 de Outubro de 2016 às 13:31
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É mais um dia de alívio nos juros da dívida portuguesa, que contrariam a tendência da generalidade dos países do euro.

 

Em queda pela sexta sessão consecutiva, os juros das obrigações a dez anos descem 4,2 pontos base para 3,153%, o valor mais baixo desde 9 de Setembro. No prazo a cinco anos, o alívio é de 3,6 pontos para 1,749%.

 

Na Europa, o cenário é o inverso, com a maioria dos países a assistir a um agravamento ligeira das ‘yields’. Uma evolução que acontece depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter deixado a taxa de referência inalterada em 0% e a taxa de depósitos em -0,4%. Também o programa de compra de activos foi mantido em 80 mil milhões de euros mensais.

 

Em Espanha, a ‘yield’ associada à dívida a dez anos sobe 0,9 pontos para 1,123%, enquanto em Itália avança 0,5 pontos para 1,389%. Já os juros das bunds alemãs sobem 1,7 pontos para 0,046%.

 

Como os juros da Alemanha estão a subir e os portugueses a descer, também o risco de Portugal – medido pelo spread face à dívida germânica - é menor, estando mesmo no valor mais baixo em mais de seis semanas. O spread recua 5,7 pontos para 307,9 pontos, o valor mais baixo desde 7 de Setembro.

 

Esta sexta-feira será conhecido o veredicto da agência DBRS sobre o rating de Portugal, uma decisão de especial importância dado que a canadiana é a única das quatro agências de notação financeira internacionais que coloca a dívida portuguesa num patamar de investimento, com as restantes – S&P, Moody’s e Fitch – a considerarem as obrigações nacionais como um investimento especulativo.

Assim, uma revisão em baixa pode ameaçar a elegibilidade da dívida nacional para o programa de compras do Banco Central Europeu (BCE). 

  

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