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Risco da dívida portuguesa em máximos de mais de seis meses

Os juros da dívida portuguesa estão a subir esta segunda-feira, contrariando a tendência de alívio que se verifica na generalidade dos países europeus. A 'yield' das obrigações a dez anos segue em máximos de Novembro, e a percepção de risco no nível mais alto desde Julho.

Rita Faria afaria@negocios.pt 18 de Janeiro de 2016 às 13:08
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Os juros da dívida portuguesa estão em alta esta segunda-feira, 18 de Janeiro, prolongando a tendência de agravamento das últimas semanas.

A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos – o prazo de referência – está a subir pela terceira sessão consecutiva. O aumento é de 2,8 pontos base para 2,764%, o valor mais elevado desde 16 de Novembro. Nas últimas 11 sessões, os juros da dívida a dez anos subiram em nove.

Nos restantes prazos, a tendência repete-se. Os juros da dívida a dois anos sobem 0,7 pontos base para 0,103%, enquanto a cinco anos, o agravamento é de 4,4 pontos base para 1,257%.

Além dos juros, também a percepção de risco da dívida portuguesa – medida pela comparação com a dívida alemã – está a subir esta segunda-feira. Quer isto dizer que o prémio de risco que os investidores estão a exigir para comprar dívida portuguesa em detrimento da alemã (o chamado "spread") está mais alto. Situa-se nos 221,5 pontos, o valor mais elevado desde 9 de Julho de 2015.

Isto porque, além dos juros da dívida portuguesa estarem a subir, os alemães seguem em sentido contrário, acompanhando a tendência de alívio ligeiro que se verifica na generalidade dos países do euro. Na Alemanha, a ‘yield’ associada aos títulos a dez anos desce 0,3 pontos base para 0,537%, enquanto em Espanha, a queda é de 1,8 pontos para 1,734%.

O agravamento dos juros da dívida portuguesa acontece numa altura em que o sistema financeiro nacional volta a estar sob os holofotes, depois da resolução do Banif e da decisão do Banco de Portugal de transferir dívida do Novo Banco para o BES.

A Blackrock, uma das maiores gestoras de activos do mundo, considera que os investidores podem ter medo da dívida portuguesa devido às recentes situações da banca nacional. 

 

"[Com] o que aconteceu a alguns dos bancos, os investidores amedrontaram-se", comentou o vice-presidente da área de obrigações da Blackrock, Scott Thiel, à Bloomberg TV.

 

O Financial Times escreve, esta segunda-feira, que os bancos da periferia da Zona Euro estão a sofrer com a decisão portuguesa de seleccionar credores sénior para recapitalizar a instituição. 

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