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Risco da dívida portuguesa no nível mais alto desde os tempos da troika

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos sobem mais de 12 pontos para superarem os 3,5% pela primeira vez desde Outubro de 2014. Já o 'spread' face à dívida alemã está no valor mais elevado desde Fevereiro desse ano.

Rita Faria afaria@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2016 às 10:19
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Os juros da dívida portuguesa estão em alta esta terça-feira, 9 de Fevereiro, em todas as maturidades, numa altura em que os investidores estão a afastar-se dos activos considerados mais arriscados.

A ‘yield’ associada às obrigações portuguesas a dez anos sobe 12,4 pontos base para 3,508%, o valor mais elevado desde Outubro de 2014. Nos títulos a cinco anos o agravamento é de 7,7 pontos base para 2,070%.

Além dos juros, também a percepção de risco da dívida portuguesa – medida pela comparação com a dívida alemã – está a subir esta terça-feira. 

Quer isto dizer que o prémio de risco que os investidores estão a exigir para comprar dívida portuguesa em detrimento da alemã (o chamado "spread") está mais alto. Situa-se nos 325 pontos, o valor mais alto desde Fevereiro de 2014, quando a troika ainda estava em Portugal.

A subida do spread explica-se pelo facto de os juros da dívida alemã estarem a aumentar muito menos do que os da dívida portuguesa. Enquanto em Portugal a ‘yield’ da dívida de referência sobe mais de 12 pontos base, na Alemanha o agravamento é de apenas 1,8 pontos para 0,236%.

Em Espanha, pelo contrário, os juros das obrigações a dez anos descem 0,6 pontos para 1,746%.

Esta evolução acontece numa altura em que os investidores estão a privilegiar activos mais seguros e a fugir dos mercados de acções e das obrigações de países considerados mais arriscados.

Prova disso é a forte descida da ‘yield’ das obrigações japonesas a dez anos que, pela primeira vez, caíram para valores negativos. Também o iene atingiu o valor mais alto face ao dólar desde Novembro de 2014.  

 

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