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Sete anos depois Portugal volta a ter uma empresa com rating ‘A’

A Fitch elevou o "rating" da Brisa Concessão Rodoviária para ‘A-’. 2011 tinha sido o último ano em que uma empresa portuguesa teve a sua dívida classificada na categoria ‘A’.

Bruno Simão
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 04 de Dezembro de 2018 às 20:35
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A 4 de Abril de 2011, a dois dias do então primeiro-ministro José Sócrates pedir assistência financeira internacional, a Fitch reduziu o rating da EDP de A- para ‘BBB+’, de modo a reflectir o corte efectuado à notação financeira da República Portuguesa, que ficou então mais perto de entrar no patamar de "lixo".

 

A partir desse dia, todas as empresas portuguesas não financeiras com notação de rating atribuída por uma das três maiores agências de notação financeira tinham um rating abaixo da categoria ‘A’, que é atribuída aos emitentes com qualidade de crédito máxima.

 

No final desse ano, já com a troika instalada em Portugal, também o sector financeiro português deixou de ter representantes com rating na categoria A. Foi a 20 de Dezembro de 2011 que a Fitch cortou a notação do Santander Totta, banco que sempre teve uma classificação de dívida acima do sector devido ao facto de ser detido a 100% pelo espanhol Santander.

 

Praticamente sete anos depois, Portugal volta a ter uma empresa com a sua dívida classificada na categoria ‘A’. A Fitch elevou o rating da Brisa Concessão Rodoviária (BCR) em um nível, de ‘BBB+’ para ‘A- ", com "outlook" estável.    

 

Numa nota publicada esta manhã, a Fitch justifica esta melhoria na empresa liderada por Vasco de Mello com a "robustez do tráfego e desempenho financeiro, estrutura de capital prudente e clara visibilidade sobre a tendência de desalancagem".

 

A BCR está agora quatro níveis acima de "lixo" e a seis de distância de atingir a classificação máxima de AAA. Foi em Setembro de 2007 que a Brisa (na altura ainda era empresa cotada e não existia a BCR) perdeu o estatuto de empresa com rating da categoria, sendo que no pico da crise suspendeu a atribuição de notação financeira.

 

E quais as companhias que poderão seguir os passos da BCR, ficando com um rating no nível ‘A’ entre as três maiores agências? O Santander Totta é o que está mais perto, pois a Fitch atribui ao banco um rating de ‘BBB+’. Entre as companhias não financeiras, a Nos e a REN estão a uma subida de dois níveis para chegar ao A. Tal como Portugal, que tem um rating de 'BBB' por parte da Fitch.    



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