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Tesouro emite mais de 1,1 mil milhões com juros mais baixos

No quinto leilão de obrigações do ano, o Tesouro colocou mais de 1,1 mil milhões em dívida de médio e longo prazo. Apesar de a procura dos investidores ter sido inferior, também as taxas de juro foram mais baixas.

Miguel Baltazar/Negócios
André Tanque Jesus andrejesus@negocios.pt 13 de Julho de 2016 às 10:49
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O Tesouro concluiu mais um duplo leilão de obrigações do Tesouro. A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) emitiu esta quarta-feira, 13 de Julho, 1.155 milhões de euros em títulos a seis e dez anos, tendo alcançado taxas de juro inferiores aos últimos leilões equivalentes.

O instituto liderado por Cristina Casalinho colocou 584 milhões de euros em obrigações do Tesouro a dez anos. A primeira vez em dois meses que o IGCP vendeu dívida nesta maturidade, tendo alcançado a taxa de juro mais baixa do ano: 3,093%. Em Maio, o Tesouro colocou 1.150 milhões nestes títulos com uma taxa de 3,252%. Agora, a procura é que ficou aquém, com os investidores a licitarem apenas 1,49 vezes mais a oferta.

Além destes títulos, o instituto responsável pela dívida pública portuguesa colocou 571 milhões de euros em dívida a seis anos. Neste caso, a taxa de juro ascendeu a 2,355%, acima dos 1,5529% alcançados na última operação equivalente. Foi em Maio de 2015, um período em que os juros portugueses estavam em níveis muito inferiores. Pior foi, também neste caso, a procura dos investidores. Ascendeu apenas a 1,46 vezes a oferta do Tesouro.

Feitas as contas, Portugal financiou-se em 1.155 milhões de euros, naquela que foi a quinta colocação de obrigações em 2016 sem a ajuda de um sindicato bancário. Com esta operação, o Tesouro já angariou um total de 13,3 mil milhões em dívida de médio e longo prazo este ano, aproximando-se do objectivo de 18 mil milhões.

"Os resultados saíram dentro do esperado", atira Filipe Silva. Para o director da gestão de activos do Banco Carregosa, as taxas ficaram em linha com o pretendido e o Tesouro "colocou todo o montante que pretendia". "Ou seja, apesar do Brexit, mas sobretudo da hipótese das sanções a Portugal por parte da UE, nada disso teve qualquer reflexo nos custos de financiamento do país nos leilões", conclui.


(Notícia actualizada às 11:13, com mais informação)

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