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Tesouro prevê emitir mais de 16 mil milhões em OT em 2021

O ritmo de emissões de obrigações do tesouro vai situar-se acima dos 16 mil milhões de euros, enquanto este ano o Executivo antecipa emissões superiores a 19 mil milhões para financiar a resposta à covid.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 12 de Outubro de 2020 às 22:31
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O Governo prevê emitir mais de 16 mil milhões de euros em obrigações do tesouro (OT) para financiar as necessidades de financiamento para 2021. Já as emissões com bilhetes do tesouro deverão superar os 1,3 mil milhões de euros.

"À semelhança dos anos anteriores, o financiamento de 2021 deverá ser maioritariamente assegurado por via de emissões líquidas de OT, num montante de 16,1 mil milhões de euros", adianta a proposta de Orçamento do Estado para 2021. Já o saldo de BT deverá aumentar em torno de 1,3 mil milhões de euros.

O documento adianta ainda que "os desembolsos ao abrigo do SURE deverão ser de montante semelhante aos do ano de 2020, atingindo cerca de 2,9 mil milhões de euros".

Fruto do aumento das necessidades de financiamento devido à covid-19, as emissões em 2020 foram revistas em alta, face aos volumes previstos no documento do ano passado. "O combate à pandemia COVID-19, cujo esforço se concentra no ano de 2020, deverá elevar as necessidades líquidas de financiamento do Estado do ano para 19,4 mil milhões de euros, essencialmente por via do défice orçamental do Estado".

Por outro lado, "as amortizações de dívida fundada deverão ser inferiores ao valor de 2019, fixando-se em 35,5 mil milhões de euros. O financiamento fundado relativo ao Orçamento do Estado para 2020 deverá atingir 55,1 mil milhões de euros, traduzindo-se num saldo de financiamento para exercícios seguintes de 264 milhões de euros", aponta o executivo na proposta de OE para 2021.

Já em relação ao próximo ano, o Executivo prevê necessidades brutas de financiamento de cerca de 56,7 mil milhões de euros. "O aumento de 1,8 mil milhões de euros face a 2020 resulta essencialmente do aumento das amortizações de dívida fundada (cerca de 2,3 mil milhões de euros), uma vez que as necessidades líquidas de financiamento deverão diminuir em cerca de 0,6 mil milhões de euros. Antecipa-se que as necessidades brutas de financiamento do Estado sejam fundamentalmente cobertas por emissões de dívida fundada, num montante de 56,6 mil milhões de euros", refer o mesmo documento.
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