Obrigações Tesouro emite mil milhões em leilão com forte procura

Tesouro emite mil milhões em leilão com forte procura

Esta é a sexta vez em 2016 que Portugal foi ao mercado de dívida de médio e longo prazo. Desta feita, colocou o montante máximo previsto para operação, sendo que a procura ultrapassou os dois mil milhões de euros. As taxas de juro ficaram abaixo do registado no mercado.
Tesouro emite mil milhões em leilão com forte procura
Miguel Baltazar
André Tanque Jesus 08 de junho de 2016 às 10:49

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) concluiu esta quarta-feira, 8 de Junho, um duplo leilão de Obrigações do Tesouro (OT) a cinco e nove anos. O instituto liderado por Cristina Casalinho (na foto) financiou-se em mil milhões de euros, o montante máximo previsto para esta operação. A procura mais do que duplicou a oferta.

Uma forte procura que levou a taxas de juro inferiores às do mercado secundário. Em traços gerais, estes são os pontos fortes do leilão de OT a cinco e nove anos que o Tesouro português realizou esta quarta-feira. É que o IGCP colocou um total de mil milhões de euros em nova dívida – o montante máximo previsto –, com a procura a ascender a 2.095 milhões. Ou seja, as licitações dos investidores superaram a oferta em 2,1 vezes.

Nesta dupla operação, o instituto liderado por Cristina Casalinho optou por colocar 600 milhões de euros no prazo mais curto, tendo alcançado uma taxa de juro de 1,843%. É a terceira vez este ano que o Tesouro emite dívida neste prazo, sendo que a taxa agora obtida ficou praticamente em linha com a registada na última operação (1,840%).

Já em dívida a nove anos, Portugal financiou-se em 400 milhões de euros a uma taxa de juro de 2,859%. A última operação equivalente remonta a Janeiro de 2011, pouco antes do pedido de assistência económica e financeira. Na altura, o Tesouro então liderado Alberto Soares emitiu 1.892 milhões de euros a uma taxa de juro média de 6,716%.

Em ambos os casos, a taxa de juro agora alcançada por Portugal ficou abaixo do que está a ser registado no mercado secundário. No prazo a nove anos, a "yield" está a recuar 0,5 pontos base para 1,878%, ao passo que a taxa das OT a nove anos cai 2,2 pontos para 2,906%. Uma tendência mais acentuada do que ao início desta manhã, na qual os títulos estavam praticamente inalterados.


(Notícia actualizada às 12:52, corrigindo o rácio de procura face à oferta de "1,1 vezes" para "2,1 vezes")




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