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Tesouro planeia entrar em 2017 com 40% das necessidades de financiamento asseguradas

A agência que gere o crédito público emitiu uma nota a investidores sobre os dados da proposta do Orçamento do Estado. E realça que os pagamentos antecipados ao FMI dependem das “condições de mercado”.

Pedro Elias/Negócios
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 21 de Outubro de 2016 às 15:58
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O Estado deverá encerrar 2016 com 40% das necessidades de financiamento do próximo ano asseguradas, segundo uma nota a investidores divulgada esta sexta-feira, 21 de Outubro, pelo IGCP. A entidade liderada por Cristina Casalinho reitera que que "planeia manter a estratégia de cobrir de forma preemptiva as necessidades de financiamento nos próximos anos".

As necessidades de financiamento a serem cobertas com a emissão de dívida de médio e longo prazo no próximo ano serão de 18 mil milhões de euros. Após ter reduzido o montante a amortizar antecipadamente ao FMI este ano, devido à recapitalização da Caixa, o Tesouro conta pagar 1,5 mil milhões de euros no próximo ano.

No entanto, esse reembolso antecipado estará dependente das condições de mercado, segundo uma nota sobre o Orçamento do Estado divulgada esta sexta-feira pela agência que gere o crédito público. "Quaisquer pré-pagamentos de empréstimos do FMI estão dependentes das condições de mercado", diz o IGCP.

Assim, as necessidades de financiamento a serem cobertas com dívida de médio e longo prazo serão de cerca de 16,5 mil milhões de euros. A agência que gere o crédito público planeia terminar o ano com uma almofada de tesouraria de 6,5 mil milhões de euros, um valor equivalente a 40% das necessidades de financiamento do próximo ano, caso não sejam incluídos os 1,5 mil milhões de euros para reembolsar antecipadamente o FMI.

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