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BES é o banco que melhor paga pelos depósitos dos clientes em Espanha

BES oferece um juro de 4,8%, a 24 meses, em Espanha, por depósitos de clientes que venham de outras instituições. Esta é a rentabilidade mais elevada naquele país, onde a concorrência espanhola está limitada nas taxas que pode praticar.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 30 de Maio de 2011 às 15:12
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O BES lançou um depósito, a dois anos, com uma taxa anual efectiva (TAE) de 4,8%. Esta é a taxa mais elevada entre as instituições bancárias em Espanha, de acordo com o “Expansión”.

O jornal adianta que este produto está disponível até ao dia 31 de Julho e é direccionado a novos depósitos, que venham de outras instituições. Apenas poupanças a partir de 25.000 euros e até dois milhões de euros podem aceder a este produto.

Esta campanha, cuja cara continua a ser a de Cristiano Ronaldo, faz com que o BES seja o banco com a melhor remuneração de depósitos a dois anos no mercado espanhol. Numa altura em que já liderava o retorno das poupança a 12 e 18 meses, segundo o mesmo jornal espanhol.

Em Portugal, o BES também tem uma campanha, onde Cristiano Ronaldo é a cara, mas o produto é a três anos, com taxas crescentes, sendo que a taxa anual nominal bruta (TANB), média, é de 4,25%. Este produto é aplicável a depósitos a partir de mil euros.

O “Expansión” realça ainda que como o BES opera em Espanha através de uma sucursal, não será afectado pela legislação que deverá ser implementada em Espanha e que determina que os depósitos que superem um determinado valor de remuneração serão penalizados.

Em causa está uma penalização às remunerações que superem a Euribor a 12 meses acrescida de 100 pontos base. As entidades que pretendam realizar remunerações que superem o limite imposto terão de aumentar as comparticipações para o Fundo de Garantia de Depósitos.

Contudo, no caso do BES, bem como de outros bancos estrangeiros que funcionam através de sucursais (como o holandês ING), as obrigações do banco são para com o Fundo de Garantia de Depósito de Portugal e não de Espanha. Pelo que está protegido destas obrigações.

Em Espanha, os bancos começaram um guerra de depósitos para tentarem atrair as poupanças dos particulares – uma forma de conseguir mais uma fonte de financiamento, numa altura de crise de dívida soberana, que tem levado a um aumento generalizado dos custos de financiamento.

Contudo, o Banco de Espanha tentou travar esta escalada de juros, como forma de protecção. E entre outras resoluções, determinou que os bancos que tinham pedido ajuda financeira não poderiam entrar nesta “guerra”.

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