Taxas de juro Commerzbank: “As obrigações do Tesouro portuguesas estão cada vez mais vulneráveis”

Commerzbank: “As obrigações do Tesouro portuguesas estão cada vez mais vulneráveis”

Os analistas do banco alemão mostram-se cada vez mais cautelosos em relação à dívida portuguesa. E alertam que a situação pode piorar nas próximas semanas.
Commerzbank: “As obrigações do Tesouro portuguesas estão cada vez mais vulneráveis”
Rui Barroso 10 de fevereiro de 2016 às 15:47

As obrigações portuguesas estão sob pressão esta semana, com a taxa a dez anos a subir de 3,132% para 3,70%. E os analistas do Commerzbank alertam, numa nota aos investidores a que o Negócios teve acesso, que "a situação pode facilmente piorar nas próximas semanas" e que as obrigações portuguesas "estão cada vez mais vulneráveis".

Consideram que "o orçamento do novo governo para este ano saiu com um 'cartão amarelo' junto da Comissão Europeia". Os analistas do Commerzbank observam que Bruxelas assinalou que "irá provavelmente pedir mais medidas correctivas quando divulgar as projecções económicas da Primavera em Maio".

E o receio do Commerzbank é que as agências de "rating" tenham uma análise céptica ao orçamento para 2016. "Comentários mais agressivos da Fitch e da S&P em Maio podem levar os investidores a reflectirem nos preços um aumento do risco de descida do "rating" por parte da DBRS a 20 de Abril", consideram. Acrescentam que isso "causaria a perda de elegibilidade para o programa de compras do BCE, o que, provavelmente, atiraria as obrigações portuguesas para uma espiral descendente na ausência de uma maior estabilização do sentimento de risco".

Assim, o Commerzbank conclui que "com as taxas elevadas e o ambiente negativo, as obrigações portuguesas estão cada vez mais vulneráveis" e recomendam uma abordagem cada vez mais cautelosa em relação a Portugal. 




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