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DBRS corta "rating" de Espanha e Itália e mantém o da Irlanda

A agência de notação financeira decidiu cortar o "rating" de Espanha em dois níveis e o de Itália em um degrau. Já Irlanda viu mantida a notação.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 08 de Agosto de 2012 às 18:03
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A DBRS colocou o "rating" de Espanha em A (baixo), o que corresponde a um corte de dois níveis face ao anterior ("A" alto).

A notação financeira de Itália foi reduzida em uma nota para A.

A decisão em relação a Madrid “reflecte a visão da DBRS de que tem havido uma deterioração do perfile de crédito em Espanha”, refere a agência numa nota de análise publicada esta quarta-feira.

A agência diz que há “cinco factores” que justificam esta descida em dois níveis:

- As perspectivas para o crescimento económico de Espanha degradaram-se, numa altura em que a desalavancagem do sector privado continua e em que as medidas de austeridade orçamental se intensificam;

- A dinâmica da dívida pública de Espanha deteriorou-se devido às necessidades de capitalização do sistema bancário;

- A dificuldade de redução dos desequilíbrios orçamentais tem aumentado devido a um ambiente económico fraco;

- A actual situação económica e as condições financeiras estão a aumentar os riscos para o crescimento e para as perspectivas de estabilização da dívida pública;

- As dúvidas persistentes em torno da resposta política ao nível da Zona Euro parecem contribuir para a incerteza dos investidores.

A agência justifica assim a redução do “rating” de Espanha, que manteve sob perspectivas “negativas”, o que significa que poderá voltar a cortar a notação do país. O “rating” de Madrid ficou assim a quatro patamares de “lixo”.

Itália a cinco níveis de “lixo” e com perspectiva “negativa”

A agência de notação financeira decidiu cortar também a notação de Itália, mas desta vez em um nível para “A”, o que significa que o “rating” de Roma está a cinco patamares considerados “lixo”. E a perspectiva “negativa” foi mantida, com a DBRS a considerar que ainda não há razões para retirar o “rating” do país deste estado.

No caso de Itália, a DBRS considera haver quatro razões que justificam esta decisão:

- deterioração das perspectivas de crescimento e o consequente impacto na capacidade do governo em atingir os seus objectivos de redução de défice:

- incerteza em relação à implementação da consolidação orçamental e da concretização de reformas estruturais;

- stress persistente nas condições do mercado de financiamento e aumento dos riscos sistémicos, que aumentam os riscos para o crescimento económico e para a estabilização da dívida pública;

- dúvidas persistentes sobre o ‘timing’ e a extensão da resposta política ao nível da Zona Euro.

Estabilização da economia irlandesa justiça manutenção do “rating”

A DBRS decidiu ainda manter o “rating” da dívida da Irlanda em “A” “baixo”, o que significa que manteve a notação do país acima de “lixo” e idêntico ao de Espanha. Ainda assim, a notação financeira da Irlanda continua sob perspectivas “negativas”.

Numa terceira nota de análise, a DBRS diz que a manutenção da nota “reflecte os sinais de estabilização da economia irlandesa, os progressos dos desequilíbrios orçamentais e a recuperação da queda de competitividade.”

Já a perspectiva “negativa” resulta dos riscos para o crescimento económico oriundos da Zona Euro e que “se intensificaram”. Se a crise que assolou a Zona Euro ganhar uma escala maior, “provavelmente vai danificar a recuperação da Irlanda”, alerta a agência.


(Notícia actualizada às 18h40 com informação disponibilizada através de três notas da DBRS)
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