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Dívida espanhola em mãos estrangeiras aproxima-se de máximos históricos

Depois de venderem a dívida espanhola em Janeiro, os investidores estrangeiros voltam a angariar obrigações no mês de Fevereiro. Mais de 42% da dívida soberana de Espanha está agora em mãos de internacionais.

Daniela Rocha Gonçalves dgoncalves@negocios.pt 08 de Abril de 2014 às 14:53
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Os grandes investidores estrangeiros voltaram a confiar na dívida soberana de Espanha no mês de Fevereiro, quando adquiriram 295.282 milhões no total, segundo dados citados pela imprensa espanhola. O valor quase atinge os máximos absolutos marcados no passado mês de Dezembro, quando se alcançaram os 298.139 milhões, avança a imprensa espanhola.

 

A análise em termos comparativos não é, no entanto, tão favorável, uma vez que agora os investidores estrangeiros controlam 42,4% do total da dívida do Estado. Antes da crise, ou seja, em 2010, os estrangeiros detinham 55% da dívida espanhola. Ainda assim, o valor actual é mais elevado do que em 2012, período em que detinham 36%.

 

Os bancos espanhóis mantiveram em Fevereiro o investimento na dívida soberana com um leve crescimento de 140 milhões, representando uma percentagem de 29,57%. A banca aumentou dois pontos percentuais a dívida indexada no encerramento do ano de 2013 porque a partir do Verão aproveitou para vender obrigações que comprou na pior fase da crise e em Dezembro desfez-se de obrigações do Estado, para que estes não se reflectissem nos testes de stress, realizados com dados do fim do ano.

 

Assim, entre Agosto e Dezembro, a banca vendeu mais de 35 mil milhões de euros em obrigações, 15% do total. Em Janeiro voltou a comprar metade da quantidade, cerca de 17 mil milhões de euros. Os estrangeiros, como principais investidores da dívida de Espanha, compraram quando a banca vendeu e vendeu quando a banca comprou.

 

A rentabilidade da dívida espanhola a curto prazo, como as obrigações a 2 e 5 anos, está em mínimos históricos. A 10 anos está em níveis de Outubro de 2005 e muito perto do recorde, por mínimos, dos 3% de Setembro desse ano. A rentabilidade das obrigações a 10 anos concluiu Fevereiro nos 3,5% e Março em 3,2%. O mercado espera que o Tesouro estreie em breve um novo modelo de obrigação a 50 anos, como anunciou o secretário geral do Tesouro, Iñigo Fernández de Mesa, no passado dia 31 de Março, numa entrevista aos “Cinco Días”.

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