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Juros da dívida travam escalada em dia de recuperação nos mercados

A taxa das obrigações portuguesas a dez anos continua acima de 4%. Juros de Espanha e de Itália têm quedas ligeiras. As "yields" portuguesas sobem há sete sessões consecutivas.

Bloomberg
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 12 de Fevereiro de 2016 às 11:47
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As obrigações portuguesas aliviaram alguma da pressão sofrida nos últimos dias. Ainda assim, as taxas da dívida portuguesa continuam a subir, no sétimo dia seguido de agravamento. Apesar de durante a manhã desta sexta-feira a taxa ter superado 4,4%, o valor exigido pelos investidores tem vindo a descer, com a "yield" a situar-se em 4,14% às 11:15, uma subida de 3,3 pontos base.

Esta quinta-feira, as obrigações portuguesas tiveram uma das sessões mais turbulentas dos últimos anos, num dia marcado por uma forte turbulência nos mercados mundiais. A taxa a dez anos chegou a superar a fasquia de 4,5%, e acabaria esse dia a transaccionar em 4,107%. Na sessão desta sexta-feira, os mercados globais dão sinais de menor nervosismo. As bolsas europeias recuperam e as taxas das obrigações italianas e espanholas têm quedas ligeiros.

Mário Centeno, o ministro das Finanças, tem-se dado várias entrevistas para tentar explicar aos mercados que o Governo mantém o compromisso com a consolidação orçamenta. Em entrevista à CNBC, revelou que "estamos a seguir os desenvolvimentos [do mercado] e precisamos de agir, precisamente comunicando com os mercados o nosso profundo compromisso com o processo de consolidação orçamental".

Isto depois de nas últimas sessões, as taxas da dívida portuguesa terem feito tocar campainhas de alarme. Em apenas sete dias, a "yield" a dez anos disparou de 2,93% para 4,14%. Isto numa altura em que os analistas temem que as incertezas em relação ao orçamento português aumentem o risco da DBRS tirar o "rating" de Portugal do nível de investimento, no final de Abril.

"Vemos agora um maior risco de Portugal perder o seu único 'rating' de grau de investimento, concedido pela DBRS. Esta classificação é crucial já que é necessário pelo menos uma notação de grau de investimento para um país ser elegível para o programa de compras do BCE", considerou Diego Iscaro, economista da IHS Global Insights.

O Eurogrupo pediu esta quinta-feira que Portugal tomasse mais medidas, tendo em vista o cumprimento das metas acordadas com Bruxelas. Mário Centeno referiu que essas medidas seriam preparadas mas que não iriam ser necessárias. 

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