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Juros da dívida portuguesa a dez anos tocam em novos mínimos de 2010 abaixo de 5,5%

As rendibilidades exigidas pelos investidores na negociação de obrigações portuguesas estão a cair, contrariando o que acontece nos restantes mercados periféricos.

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Os investidores estão a aceitar receber menos retornos quando compram títulos de dívida portuguesa. A tendência de descida verifica-se em praticamente todos os prazos e, nas maturidades a cinco e dez anos, há novos mínimos a serem atingidos esta segunda-feira.

 

As rendibilidades pedidas pelos investidores quando negociam obrigações nacionais a dez anos estão a recuar 4,9 pontos base para se fixarem nos 5,45%, aquela que é a taxa mais baixa desde Setembro de 2010, segundo as taxas genéricas compiladas pela agência Bloomberg.

 

A taxa de juro implícita às obrigações portuguesas a cinco anos está a descer 1,1 pontos base no mercado secundário para os 4,16%, também a taxa mais reduzida desde Outubro de 2010, os valores em torno dos quais tem estado a evoluir nas últimas sessões.

 

Estas rendibilidades (as chamadas “yields”) evoluem como reflexo da movimentação do preço das obrigações. Ou seja, as rendibilidades caem quando os preços estão a subir – e se as obrigações estão a valorizar-se no mercado secundário, as rendibilidades deslizam.

 

Na semana passada, as “yields” dos países periféricos, incluindo Portugal, caíram como sequência do corte da taxa de juro de referência da Zona Euro para o mínimo histórico de 0,50% e do indicação, por parte do presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi, de que a taxa de remuneração dos depósitos pudesse descer para terreno negativo (está actualmente em 0%). Assim, os bancos, em vez de depositarem dinheiro no BCE, optaram por investir em outros activos, como é o caso de obrigações. Assim, os preços das obrigações subiram, caindo as rendibilidades a elas associadas.

 

Esta segunda-feira, a tendência negativa dessas rendibilidades apenas se mantém no mercado português. Os juros implícitos às dívidas espanhola e italiana seguem em alta, aliviando das quedas das sessões anteriores.

 

Em Portugal, as “yields” deslizam, reflectindo a subida do preço das obrigações, depois de o Governo português ter concretizado o anúncio de cortes de 4,8 mil milhões de euros na despesa pública para os próximos três anos.  

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