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Juros portugueses sobem mais de 10 pontos base e acompanham Europa

França destaca-se com subidas das "yields" das obrigações mais acentuadas que as italianas. Incertezas de crescimento económico e medo de contágio da crise levam investidores a pedirem mais juros para deterem obrigações.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 19 de Agosto de 2011 às 15:37
Os juros das obrigações portuguesas estão em forte alta e persistem acima de 12% a dois e a três anos. Na Europa, os juros sobem também em Itália, mas com um aumento menos acentuado do que os franceses.

A Europa continua sob pressão e as incertezas sobre o contágio da crise da dívida, a par dos receios de um crescimento económico mais lento, continuam a ditar o comportamento dos mercados financeiros.

O Banco Central Europeu (BCE) tem estado a fazer compras de obrigações no mercado de dívida secundário – onde os privados trocam títulos de dívida entre si –, com o objectivo de travar o aumento nos juros. E tem conseguindo conter a subida dos juros, à excepção da sessão de hoje.

As medidas anunciadas por Angela Merkel e Nicolas Sarkozy para uma nova governação da Zona Euro não trouxeram optimismo para os investidores e o facto de as obrigações europeias terem sido rejeitadas continua a levá-los a exigirem maiores juros para deterem obrigações.

No caso português, as “yields” estão em forte alta. Sobem mais de 10 pontos base na generalidade dos prazos e estão nos 12,7% na maturidade a dois anos. A três e seis anos, os juros estão acima de 12%. A “yield” sobe 13 pontos base e fixa-se em 10,6% nas obrigações a dez anos.

Como tem acontecido nas últimas sessões, a Grécia regista as mais fortes valorizações, com os juros a crescerem 215 pontos base na maturidade a dois anos para 37,5%.

França com subidas mais expressivas que Itália

Em Itália os juros também sobem mais de 10 pontos base em quase todas as taxas, mas o crescimento das “yields” é mais acentuada na França. A subida nos juros das obrigações gaulesas é superior a 5 pontos base nos prazos mais curtos. Em Espanha, o progresso das taxas é misto.

Entre os países mais castigados pela crise da dívida, a Irlanda continua a afirmar-se como a excepção mais regular. Os juros caem em quase todos os prazos e, de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg, estão todos abaixo de 10%. A taxa mais elevada é a três anos, com 9,5%.

Também os credit-default swaps (activos para fazer seguros sobre a dívida) dos países europeus estão a avançar. Os portugueses ganham 6,6 para 891,50 pontos, ao passo que os italianos avançam 3 pontos para 354. A valorização dos CDS de França está bastante próxima, com uma subida de 2,67 pontos para 151,67 pontos. O aumento destes activos sinaliza uma maior desconfiança dos investidores em relação ao cumprimento do serviço da dívida respectiva.

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